PF mira comércio de conteúdo sexual infantojuvenil e prende suspeito em Sobral

Investigação teve origem a partir de cooperação policial da Bélgica e Nova Zelândia

(Foto: reprodução/PF)

(Foto: reprodução/PF)

20/02/2026 12:28

A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta sexta-feira (20), a Operação Comércio do Mal V, com o objetivo de combater a comercialização, o armazenamento e o compartilhamento de conteúdo sexual infantojuvenil na internet, inclusive em ambientes ocultos da rede mundial de computadores. Como resultado da ação, um suspeito foi preso preventivamente no município de Sobral.

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A investigação foi conduzida no âmbito da Força-Tarefa de Investigações na Dark Web (FT-DW) e teve origem a partir de cooperação policial internacional. Autoridades da Bélgica e da Nova Zelândia identificaram a atuação de um usuário brasileiro vinculado à oferta e venda de arquivos contendo abusos sexuais contra crianças e adolescentes, disponibilizados em plataformas digitais de armazenamento em nuvem.

Segundo as apurações, o investigado integrava uma estrutura organizada voltada à comercialização do material ilícito, utilizando múltiplas contas interligadas com o objetivo de dificultar a identificação dos responsáveis. Também foram identificados indícios do uso de meios de pagamento digitais, incluindo plataformas internacionais de pagamentos eletrônicos, para o recebimento de valores oriundos da venda dos arquivos.

Com base nas provas reunidas, especialmente elementos técnicos obtidos por meio da cooperação internacional e da análise de dados telemáticos e financeiros, a Justiça Federal expediu mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão, cumpridos nesta manhã em Sobral. Durante as diligências, a PF apreendeu aparelhos eletrônicos e dispositivos de armazenamento digital, que serão submetidos à perícia especializada.

O material apreendido deverá contribuir para o aprofundamento das investigações, incluindo a identificação de possíveis coautores e eventuais vítimas. O investigado poderá responder, em tese, por crimes previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), além de associação criminosa. Somadas, as penas podem ultrapassar 20 anos de reclusão, sem prejuízo da apuração de outros delitos.

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Além das medidas cumpridas no Ceará, a Polícia Federal também realizou uma busca e apreensão no município de São José do Rio Preto, em São Paulo, na residência de um indivíduo relacionado ao mesmo caso. A PF ressaltou que a atuação integrada com autoridades estrangeiras é fundamental para o enfrentamento de crimes dessa natureza, que frequentemente envolvem redes internacionais e o uso de ferramentas tecnológicas voltadas à ocultação de identidade.

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