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Contrabando
PF conclui inquérito sobre contrabando de fósseis na Chapada do Ariripe
Segundo os investigadores mais de 11 pessoas podem estar envolvidas no esquema
Foto: Divulgação/Polícia Federal
Por : Redação CN7
27/12/21 10:06

Foi concluído nesta semana o inquérito a respeito do esquema criminoso que contrabandeava fósseis na região da chapada do Araripe, região sul do Ceará. Segundo as investigações, 11 pessoas estariam envolvidas no esquema que fornecia fósseis para pesquisadores do Rio de Janeiro.

Segundo a delegada responsável pelo caso, Josefa Lourenço, que concedeu entrevista ao “Fantástico” da rede Globo, a polícia não descarta a participação de outros envolvidos.

“Nós temos 11 investigados ao todo. Isso não significa que sejam os únicos, pode haver outros desdobramentos na instauração de novos inquéritos”, diz Josefa.

De acordo com o que foi apurado o sistema tinha como ponto de partida os trabalhadores de pedreiras da bacia do Araripe, que enviaram mais de duzentos fósseis para os compradores. Que eram inclusive, professores universitários.

“Desde o início da investigação, as hipóteses criminais, os fatos criminosos indicavam que havia realmente uma comercialização ilegal dos fósseis com professores universitários. As provas que nós obtivemos na operação são contundentes em demonstrar que realmente isso vinha acontecendo”, aponta a delegada.

Ainda segundo o inquérito, parte dos fósseis apreendidos foi encontrado em uma universidade do Rio de Janeiro e foram adquiridos por professores que utilizavam os fósseis como novas descobertas para alcançar prestígio na carreira. No curso da investigação, os agente acabaram constatando ainda que os mineradores desenvolveram uma espécie técnica para identificar os tipos de fósseis e avaliar seu valor.

“Já há uma espécie de especialização do minerador com os tipos de fósseis raros. Eles já conseguem, muitas vezes, distinguir os tipos de fósseis mais raros e atribuir valores pra que sejam vendidos e pra que despertem o interesse daquele pesquisador que quer adquirir”.

“Nas provas obtidas a gente verifica que quando uma espécie já era descrita, já havia descrição desse espécime, os professores atribuíam valor menor: R$ 200, R$ 180. Mas, quando era mais raro, partiam pra valores acima de R$ 1 mil. Mas, sempre, de R$ 100 até R$ 5 mil”, descreve Josefa.

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