Personal é preso suspeito de matar homem a golpes de faca na Grande Fortaleza
Ele alegou não se lembrar do crime por estar sob efeito de bebida alcoólica e cocaína

(Foto: Reprodução)
04/08/2026 9:37
Um instrutor de educação física foi preso em flagrante, sob suspeita de matar um homem com golpes de arma branca na Praia do Balbino, em Cascavel, na Região Metropolitana de Fortaleza. O crime ocorreu na madrugada de segunda-feira (3), poucas horas após uma festa realizada na Praia da Caponga.
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O suspeito foi identificado como Rafael Evangelista Monteiro, conhecido como "Toy Personal". Conforme as investigações, ele participava da festa quando se aproximou de um grupo de pessoas que não conhecia, afirmando que estava sozinho e não tinha onde passar a noite.
Entre os integrantes do grupo estava Luiz Thiago da Silva Cordeiro, que se dispôs a ajudá-lo. Os dois seguiram até a Praia do Balbino com a intenção de pernoitar na residência de um familiar da vítima.
Segundo relato de uma testemunha à polícia, ao chegarem ao imóvel, a moradora desconfiou da presença de Rafael e impediu sua entrada. Diante da situação, Luiz Thiago decidiu permanecer do lado de fora em companhia do suspeito.
Em seguida, os dois saíram para comprar vinho em um estabelecimento próximo. Durante o trajeto, Luiz Thiago foi atacado com golpes de canivete e morreu no local antes de receber socorro.
Após o homicídio, Rafael fugiu, mas, algumas horas depois, procurou uma familiar na localidade de Riacho Fundo e pediu que ela acionasse a polícia. Em seguida, apresentou-se espontaneamente às autoridades e permaneceu sob custódia na Delegacia de Cascavel, onde foi autuado em flagrante e indiciado por homicídio qualificado.
Em depoimento, o suspeito afirmou que não se recorda do que ocorreu, alegando que havia consumido grande quantidade de bebida alcoólica e cocaína. Segundo sua versão, recuperou parcialmente a consciência quando já desferia golpes de canivete contra Luiz Thiago.
Rafael também declarou que, durante a luta corporal, a vítima conseguiu tomar a arma branca e o feriu na mão e na perna ao tentar se defender. Ainda conforme o depoimento, ele afirmou não conseguir explicar a motivação da agressão nem lembrar dos acontecimentos que culminaram na morte da vítima, atribuindo a perda de memória ao estado de alteração provocado pelo consumo das substâncias.
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A Polícia Civil segue investigando o caso para esclarecer a dinâmica do crime, apurar a motivação e reunir outros elementos que possam subsidiar o inquérito.