Ordem para a morte de gerente de restaurante teria saído de dentro de penitenciária
Vítima estaria mantendo um relacionamento com a companheira do investigado
16/07/2026 16:15
A Polícia Civil do Ceará identificou o homem apontado como mandante do assassinato do gerente de restaurante Américo Rubens Rodrigues da Silva, de 39 anos, morto a tiros no último dia 8 de julho, no bairro Granja Lisboa, em Fortaleza. Segundo a investigação, a ordem para executar a vítima teria partido de uma penitenciária federal, onde o suspeito, apontado como liderança da facção criminosa Comando Vermelho (CV), está custodiado.
Além do suposto mandante, a Polícia Civil também identificou o homem investigado como executor do homicídio. Os dois tiveram a prisão preventiva solicitada à Justiça, com parecer favorável do Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE), conforme documentos obtidos pelo jornal O POVO.
De acordo com a investigação, o crime teria sido motivado por ciúmes. A principal linha apurada pela polícia indica que Américo estaria mantendo um relacionamento com a companheira do investigado, circunstância que teria motivado a ordem para o assassinato. A motivação, no entanto, ainda faz parte das investigações e será analisada durante o andamento do processo.
Crime foi registrado por câmeras
Américo Rubens Rodrigues da Silva gerenciava um restaurante em Maranguape, na Região Metropolitana de Fortaleza, mas foi assassinado ao chegar em casa, na Granja Lisboa.
Imagens de câmeras de segurança registraram a ação criminosa. O crime ocorreu por volta das 23h47, quando a vítima estacionou a caminhonete em frente à residência. Um homem em uma motocicleta se aproximou e efetuou cinco disparos. Em seguida, desceu do veículo, invadiu o imóvel e realizou outros seis tiros antes de fugir. Américo morreu no local.
Conforme o parecer do MPCE, o gerente passou a ser seguido por um motociclista logo após deixar o estabelecimento onde trabalhava, indicando que a execução teria sido previamente monitorada.
O inquérito é conduzido pela 2ª Delegacia do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Até o momento, a Polícia Civil não informou se os mandados de prisão já foram cumpridos, afirmando apenas que novas informações serão divulgadas em momento oportuno para não comprometer as investigações.