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Operação nos portos cearenses tenta “fechar a porta” para o tráfico e o contrabando
No Pecém, a falta de scanner facilita a ação do crime organizado, avaliam autoridades
Complexo Portuário do Pecém, vulnerável à ação do crime organizado

Os portos do  Mucuripe e do Pecém  vão permanecer sob a vigilância da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Polícia Federal (PF) e da Receita por tempo indeterminado, a partir da deflagração de uma operação na manhã da última terça-feira (5) e que resultou na apreensão de armas de grosso calibre e de uso restrito, como fuzis. A determinação partiu de Brasília, através da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), que tem no comando o general Guilherme Theophilo.

Sem dispor de scanner para a verificação das cargas despachadas em milhares de contêineres, o Porto do Pecém, situado no Município de São Gonçalo do Amarante, na Região Metropolitana de Fortaleza (a 55Km da Capital) teria se tornado nos últimos dois anos uma verdadeira “porta aberta” para a  ação do crime organizado, através do contrabando e do tráfico internacional.

O objetivo da ação conjunta dos três órgãos federais é realizar um monitoramento do trânsito de cargas que pode camuflar a ação do crime organizado, através do contrabando de drogas, armas, munições e outros produtos e materiais.  No caso da apreensão dos fuzis, no Porto do Mucuripe, as armas estavam escondidas em meio a uma carga que seria despachada ainda na terça-feira.

Vinte policiais rodoviários federais e agentes da PF estão atuando no setor aduaneiro e o prazo para o fim da operação não foi ainda definido pelas autoridades. A Polícia Federal suspeita que as tripulações de navios cargueiros de outros países possam estar sendo cooptadas pelo crime organizado brasileiro para o transporte de materiais ilícitos, entre eles, armas e entorpecentes.

Buscas em contêineres

“É importante dizer que a operação tem caráter preventivo, para mostrar a presença do Estado na fiscalização dos portos, que está atento a qualquer ilícito. Também para mostrar a preocupação com a segurança do transporte e evitar a exportação e importação de  contrabando”, disse o procurador da República no Ceará, Carlos Wagner, em entrevista ao Sistema Verdes Mares. Wagner é o coordenador do Núcleo Criminal do Ministério Público Federal no Ceará (MPF).

De acordo com as autoridades, ao menos 20 agentes foram destacados para fazer a vistoria em cargas suspeitas com trânsito nos dois terminais cargueiros. A inspeção nos contêineres conta com o apoio de cães farejadores da PF e da PRF.

Na manhã da última terça-feira (5),  policiais federais e rodoviários federais – acompanhados de fiscais e auditores da Receita Federal – “fecharam” as entradas e saídas nos dois portos e iniciaram a varredura no setor de embarque e desembarque de contêineres, Nenhum dos órgãos envolvidos na operação deram detalhes da operação, que, a princípio, tem caráter sigiloso.

Milhares de contêineres são embarcados e desembarcados por ano no Pecém, sem fiscalização

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