Operação do MPCE afasta prefeito de Acopiara por supostos crimes de corrupção

Antônio Almeida vai ser investigado por um rosário de irregularidades

Operação do MPCE afasta prefeito de Acopiara por supostos crimes de corrupção

21/06/2023 12:37

O Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE), por meio Procuradoria dos Crimes Contra a Administração Pública (Procap), deflagrou, na manhã desta quarta-feira (21), a operação “Precariados”, que investiga possíveis crimes de corrupção, fraude em licitações, falsidade ideológica, associação criminosa e lavagem de dinheiro envolvendo servidores públicos e representantes de duas cooperativas que prestam serviço à Prefeitura de Acopiara.

Com o apoio da Polícia Civil, foram cumpridos 21 mandados de busca e apreensão contra o prefeito Antônio Almeida, a secretária de Gabinete e os empresários titulares das cooperativas, além de mandados de afastamento da função pública, por 180 dias, contra os agentes públicos. A Justiça também autorizou a quebra dos sigilos bancário e fiscal dos envolvidos para aprofundar as investigações. Os mandados foram cumpridos em Acopiara, Iguatu e Fortaleza. A operação apreendeu documentos, telefones celulares, computadores e a quantia aproximada de R$ 80.700,00 reais e $US 6.200,00 dólares, encontrados na casa de um dos alvos, sócio das empresas, além de munição e maconha.

A pedido do Ministério Público, o Poder Judiciário também determinou que a Prefeitura suspenda o contrato com as cooperativas investigadas devido aos indícios de fraudes na gestão dos cooperados. No entanto, foi autorizada a contratação dos cooperados pelo município por um prazo de um ano, até que seja realizado concurso público.

O contrato entre a Prefeitura de Acopiara e as duas cooperativas teve início 2019. Já foram transferidos mais de 48 milhões de reais dos cofres públicos para as empresas.

Nome da Operação

O termo “Precariados”, que dá nome à operação, refere-se às condições contratuais e materiais entre os associados da cooperativa, que não têm nenhuma cobertura social na relação de trabalho. Formalmente são formadas cooperativas, mas de fato funcionam como empresas terceirizadas de mão-de-obra, uma vez que o vínculo com a cooperativa só existe enquanto a pessoa presta serviços no município. Ao usar a expressão “precarização do trabalho”, busca-se dar conceito amplo a redução das condições do trabalhador no seu serviço diário quando perde direitos e garantias no seu trabalho.

Confira fotos da operação

Publicidade
Publicidade

Clique ou role até aqui para carregar o carrossel.


Links patrocinados