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Onyx tuíta vídeo em apoio ao Itamaraty e diz que País não dá dinheiro a ditaduras
Ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni
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O ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, demonstrou apoio ao ministério das Relações Exteriores, pasta que tem sido alvo de críticas após emitir nota favorável à atuação dos Estados Unidos no conflito com o Irã. Em sua conta no Twitter, Lorenzoni postou um vídeo destacando feitos do Itamaraty e ainda afirmou que o Brasil é um país que respeita a liberdade.

“Não tem mais dinheiro pra ditadura e tiranete, o Brasil é um país que respeita a liberdade. Nossas relações são com as nações mais desenvolvidas do mundo, voltamos a ser protagonistas. Respeito resgatado, o mundo nos enxerga com outros olhos”, escreveu o ministro.

A nota emitida pelo Itamaraty sobre a tensão entre EUA e Irã provocou reação do governo iraniano, que convocou a representante brasileira em Teerã na última segunda-feira (6). O teor da conversa foi mantido em sigilo. Após reunião na terça-feira, 7, com o presidente Jair Bolsonaro, o ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, reforçou que a posição do Brasil é a mesma da nota publicada. “A nota do Itamaraty já foi dada. A nossa posição é essa”, disse Azevedo e Silva.

Governo Bolsonaro em relação à ditura militar brasileira

Quando ainda era candidato à presidência da República, Jair Bolsonaro chegou a dizer, em julho de 2018, que nunca houve um golpe militar no Brasil, referindo-se ao que ocorreu em 31 de março de 1964. “Não houve golpe militar em 1964. Quem declarou vago o cargo do presidente na época foi o Parlamento. Era a regra em vigor”, defendeu. 

Já no primeiro ano de governo, em março de 2019, Bolsonaro incentivou quarteis em todo o País a comemorarem o golpe que aconteceu naquela data. Essa era uma tradição sua dos tempos em que era parlamentar, afirmando que a data marca “um novo 7 de setembro”.

O presidente da República também prestou homenagem ao coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, um dos chefes do DOI-CODI nos “anos de chumbos” e que foi condenado posteriormente por tortura. A demonstração foi feita durante votação do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, que foi torturada durante a ditadura.

Na época da homenagem, Jair Bolsonaro também disse em entrevista à rádio Jovem Pan que “o erro da ditadura foi torturar e não matar”.

Em outubro do ano passado, seu filho Eduardo, deputado federal, disse que, se a esquerda radicalizar no Brasil – em referência aos protestos que ocorriam em diversos países da América Latina – o governo poderia responder com “um novo AI-5”. A declaração foi feita em sua conta no Twitter.

Também sobre as manifestações no continente americano, sobretud no Chile, o ministro da Economia brasileiro, Paulo Guedes, disse que a população não se assustar “se alguém pedir o AI-5”. “Já não aconteceu uma vez? Ou foi diferente? Levando o povo para a rua para quebrar tudo. Isso é estúpido, é burro, não está à altura da nossa tradição democrática”, prosseguiu. 

Logo depois, Guedes ponderou que um novo AI-5 “é inconcebível”, mesmo “que a esquerda pegue as armas”. No entanto, a declaração anterior foi vista negativamente por ter ocorrido num momento de fragilidade democrática na América Latina.

Twtter

Com informações Estadão Conteúdo

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