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MP investiga contas de candidata do PSL no Ceará que gastou R$143 mil em “santinhos”
A candidata produziu o material de campanha em sua própria gráfica e na de seu pai
Heitor Freire e Gislani Maia

A Procuradoria Regional Eleitoral do Ceará decidiu investigar a prestação de contas da candidata a deputada estadual Gislani Maia, do PSL. Há suspeitas de fraudes na prestação de contas da política na confecção de “santinhos” distribuídos durante sua campanha. Ela declarou ter recebido R$ 150 mil do partido e gastou  cerca de R$ 143 mil na produção do material, através de três gráficas, duas delas de sua família.  Gislani foi  a única mulher a receber dinheiro do PSL no Ceará nas eleições recentes.

Conforme matéria publicada pelo jornal O Globo neste sábado (23),  a campanha de Gislani custou o triplo da de Hélio Goes, o candidato do PSL ao governo do estado, e 18 vezes mais que a de Márcio Pinheiro, que concorreu ao Senado pelo mesmo partido e declarou ter gastado R$ 8,5 mil.  Gislani obteve apenas 3.501 votos.

As investigações da Procuradoria buscam saber da autenticidade da prestação de contas com altíssimos valores já comprovados. À Justiça Eleitoral, a candidata informou que os R$ 143 mil foram gastos com a confecção de “santinhos”  produzidos em sua própria gráfica, a “Mark Impressos Inteligentes”, e a de seu pai, a “Harte Indústria Gráfica”. Nesta última, a despesa foi de R$ 10,3 mil. Ainda de acordo com a prestação de contas da candidata, parte dessas despesas foi contratada antes do recebimento da verba repassada pelo PSL.

Ao O Globo, Gislani deu a seguinte declaração: “Foram recursos menores (usados nas gráficas da família) exatamente porque não queria essa vinculação. Eu poderia ter gasto boa parte desse dinheiro nas empresas que são da minha família, mas optei por não, pois sabia que haveria esse tipo de questionamento”.

Completando sua reposta, a ex-candidata afirma que imprimiu material para outros candidatos, para ser usado em “dobradinha”, mas que os santinhos e similares continham sempre a sua fotografia. Disse também que a propaganda foi encomendada em setembro, quando recebeu do partido a garantia de que receberia os recursos.

 

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