MP denuncia policial militar e marido pela morte de soldado da PM no bairro Jangurussu
O crime ocorreu na madrugada de 11 de agosto, no bairro Jangurussu

(Foto: reprodução/WhatsApp)
28/08/2026 17:18
O Ministério Público do Ceará (MPCE) denunciou à Justiça, nesta sexta-feira (28), a policial militar Júlia Natália Girão Gomes e o marido dela, Antoneudo Ribeiro Lima Júnior, pela morte do soldado Raphael Sampaio da Silva, de 27 anos, conhecido como SD Sampaio. O crime ocorreu na madrugada de 11 de agosto, no bairro Jangurussu, em Fortaleza.
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A denúncia foi apresentada por uma força-tarefa de sete promotores à 1ª Vara do Júri da Comarca de Fortaleza. O casal foi denunciado por homicídio qualificado, fraude processual majorada e destruição de cadáver. Segundo o MP, os dois agiram em conjunto para matar a vítima e depois dificultar o trabalho das autoridades.
Na ação, o MP requer o julgamento pelo Tribunal do Júri, a condenação dos dois, o pagamento de indenização mínima de R$ 300 mil aos familiares da vítima e, em caso de condenação, a perda do cargo público da policial.
A investigação foi conduzida pela 11ª Delegacia do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Segundo o MP, a vítima e a policial denunciada tiveram um relacionamento amoroso. O marido da policial teria descoberto a relação, o que teria motivado o planejamento do crime.
De acordo com a denúncia, a policial solicitou alteração na escala para coincidir com o plantão da vítima na noite do crime e, ao final do expediente, pediu carona. Imagens de câmeras de segurança mostram os dois deixando juntos a unidade militar.
O soldado dirigiu até uma rua no Jangurussu. No local, ainda dentro do carro, foi atingido por três disparos efetuados por Antoneudo. Laudos apontam que os tiros atingiram a cabeça e causaram a morte. Em seguida, a policial assumiu a direção do carro da vítima e o marido voltou para o próprio carro. Os dois veículos seguiram para Itaitinga, onde o carro da vítima foi incendiado com o corpo dentro. Laudo aponta que o denunciado teve lesão compatível com queimadura de segundo grau.
O MP sustenta que o homicídio foi cometido por motivo torpe e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima, qualificadoras do artigo 121 do Código Penal. Para o órgão, o crime foi premeditado, com divisão de tarefas.
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A denúncia aponta ainda que o casal simulou o sequestro da policial para criar uma versão falsa dos fatos. O MP afirma que registros de câmeras, laudos periciais e outros elementos mostram inconsistências na versão apresentada, com o objetivo de ocultar a autoria e dificultar a investigação.