MP aponta irregularidades no contrato da Prefeitura de Fortaleza com a SPDM

Há, até o momento, 15 irregularidades no contrato para gestão do Hospital de Campanha

14/04/2021 19:30

O Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE) divulgou nesta quarta-feira (14) um documento onde aponta 15 irregularidades no contrato de mais de R$ 96 milhões (R$96.948.156,80) entre a Prefeitura de Fortaleza e a Associação Paulista para Desenvolvimento da Medicina (SPDM) para a gestão do Hospital de Campanha construído no estádio Presidente Vargas, na capital cearense.

Entre as irregularidades apontadas pelo Ministério Público está a contratação indevida dos serviços de refeitório do Hospital de Campanha e dos serviços de instalações elétricas pela SPDM, quando tais serviços não foram no contrato da Prefeitura com a organização social. O documento mostra também que a Prefeitura de Fortaleza contratou a empresa Construtora Hábil para a realização do serviço e também acertou com a SPDM com a mesma finalidade. Porém, os valores pagos à SPDM para a construção do refeitório e das instalações elétricas são exorbitantes se comparados aos valores pagos à Construtora Hábil.

As investigações fazem parte da “Operação Caldeirão” que tem o objetivo de apurar suspeitas de fraudes na construção do Hospital de Campanha do Estádio Presidente Vargas (PV). Até o momento, foram cumpridos 10 mandados de busca em apreensão, sendo seis em Fortaleza e quatro em São Paulo. Foram conseguidas também as quebras de 37 sigilos bancários e o afastamento de quatro servidores da Secretaria de Saúde da Prefeitura de Fortaleza.

Confira o documentos do Ministério Público:

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