MC Orelha é detido em Jeri suspeito de fazer apologia ao Comando Vermelho
O músico veio ao Ceará para uma apresentação em um evento fechado em Sobral

(Foto: Reprodução)
10/08/2026 10:22
Gustavo de Lima Lopes, 39 anos, cantor de funk carioca que atua sob o nome artístico MC Orelha, foi detido no sábado (8) logo após desembarcar no aeroporto de Jijoca de Jericoacoara, no litoral cearense. A prisão, efetuada por agentes da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), decorre de uma investigação que aponta o artista como suspeito de fazer propaganda do Comando Vermelho (CV) em shows e nas redes sociais. No domingo (9), depois da audiência de custódia, a Justiça converteu a prisão em flagrante em prisão preventiva.
Siga o canal do CN7 no WhatsApp
O músico estava no estado para seguir viagem até Sobral, cidade do interior cearense, onde tocaria em um evento fechado. A apresentação acabou cancelada em razão da detenção.
Os policiais já monitoravam a chegada do artista e o abordaram assim que ele desembarcou. Junto com o mandado de prisão, a equipe também cumpriu um mandado de busca e apreensão vinculado ao inquérito. Em seguida, MC Orelha foi levado à sede da Draco, em Fortaleza, para os trâmites de praxe.
O ponto de partida da apuração foi um show do cantor realizado no ano passado numa casa de eventos do bairro Genibaú, em Fortaleza. Segundo a Polícia Civil do Ceará, durante essa apresentação ele teria reproduzido gestos e símbolos ligados à facção criminosa.
A partir daí, as investigações se ampliaram para o conteúdo divulgado pelo artista na internet: letras de música e postagens que, de acordo com a análise policial, fariam menções ou enaltecimento a armas, drogas e ao crime organizado. Com base nesse conjunto de evidências, ele é formalmente investigado por suspeita de promover organização criminosa armada.
A polícia destaca ainda que o alcance do cantor nas redes, mais de 364 mil seguidores em uma plataforma, é considerado um fator relevante na apuração, por potencializar a disseminação do material investigado.
Siga o canal do CN7 no Telegram
As autoridades ressaltam que os indícios levantados até aqui (gestos, símbolos e composições) fazem parte da fase investigativa e não configuram condenação. Caberá à Justiça, ao longo do processo, definir a responsabilidade criminal do artista.