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Marcelo Mota consegue manter primo e aliados entre “diretores biônicos” na OAB-CE
Presidente da OAB-CE, Marcelo Mota
Por : Redação CN7
30/10/17 16:17

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil no Ceará (OAB-CE), Marcelo Mota, conseguiu, no Conselho Federal da instituição, derrubar a liminar que acabava com os cargos de diretor tesoureiro adjunto, diretor adjunto de Relações Institucionais e diretor de subseções, hoje nas mãos do seu primo Rodrigo Mota e de outros aliados. A instituição está sendo investigada pelo Ministério Público Federal e pela Polícia Federal por irregularidades na construção da nova sede.

A decisão foi assinada pelo conselheiro federal da OAB, Bruno Lucena, que acatou parcialmente o pedido de Marcelo Mota para suspender uma liminar, concedida a pedido do advogado Roberto Pires, que havia derrubado a Resolução 01/2015 da OAB-CE, responsável por criar os novos cargos de diretoria e acabar com a reeleição na presidência da Ordem no Ceará. Com a decisão do conselheiro, os cargos voltaram a existir, mas a reeleição segue válida.

Para derrubar a liminar, Marcelo Mota argumentou que a administração da instituição precisava dos “diretores biônicos” para se manter operante e que a liminar havia ferido a autonomia da seção da Ordem no Ceará. Porém Bruno Lucena discordou que a liminar ferisse a autonomia da OAB-CE, já que é função do Conselho Federal “manter a higidez do sistema nacional da OAB”.

Escândalo dos cartões

Na semana passada, o Ceará News 7 denunciou o gasto superior a R$ 2,3 milhões em “cartão de créditos” da OAB-CE em menos de cinco meses. O presidente da Casa, Marcelo Mota, se enrolou ao tentar explicar os gastos, mas não convenceu, chegando a ganhar corpo entre advogados o pedido de afastamento de Marcelo e maior transparência nas contas.

O retorno dos “diretores biônicos” deve ajudar Marcelo Mota durante durante a crise na gestão. O diretor tesoureiro Gladson Moto já pediu afastamento do cargo para evitar ter de assinar novos “balanços” financeiros da OAB-CE. Gladson fazia parte do quadro de diretores eleitos pela Ordem, assim como Roberta Vasques, Fábio Timbó e Christiane Leitão, além do próprio Marcelo.

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