Lula anuncia canetas emagrecedoras gratuitas pelo SUS
Presidente afirmou que medicamentos serão destinados a pessoas com obesidade

18/09/2026 16:47
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou, nesta quinta-feira (17), que as chamadas canetas emagrecedoras serão disponibilizadas gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para o tratamento da obesidade. O anúncio ocorreu durante visita ao complexo industrial da Eurofarma, em Montes Claros, no norte de Minas Gerais.
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Durante o evento, Lula afirmou que o medicamento deverá ser utilizado por pessoas que tenham indicação médica para o tratamento.
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“Essa canetinha vai ser utilizada para cuidar, de graça, das pessoas que tenham obesidade, quando o médico detectar que um homem ou uma mulher tem problema de saúde”, declarou o presidente.
Ao lado de Lula, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, explicou que a distribuição será feita de forma responsável, com prescrição médica, acompanhamento clínico e definição de critérios específicos.
Segundo o Ministério da Saúde, o governo está conduzindo estudos para avaliar a incorporação dos medicamentos ao SUS e preparar um protocolo clínico para determinar quais pacientes poderão receber o tratamento. Atualmente, o Brasil já possui 14 produtos registrados para o combate à obesidade.
Padilha afirmou que o objetivo não é utilizar as canetas para fins estéticos. Entre os grupos avaliados estão pessoas com obesidade grave ou associada a outras doenças, pacientes que estão na fila para cirurgia bariátrica e pessoas com obesidade e problemas cardíacos.
O Ministério da Saúde também avalia a possibilidade de utilização dos medicamentos em mulheres que tiveram câncer de mama, para investigar se o tratamento pode contribuir para reduzir o risco de retorno da doença.
A estratégia inclui um estudo realizado no Grupo Hospitalar Conceição (GHC), em Porto Alegre, com 250 pacientes do SUS. O primeiro paciente acompanhado pelo projeto, que estava na fila para cirurgia bariátrica, já havia perdido seis quilos, segundo Padilha.Apesar do anúncio presidencial, a data para o início da distribuição em larga escala ainda não foi informada. O Ministério da Saúde precisa concluir os estudos e estabelecer o protocolo que definirá as regras de utilização no sistema público.
A iniciativa ocorre após a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendar que os países avaliem formas de ampliar o acesso aos medicamentos da classe dos análogos de GLP-1 para o tratamento da obesidade.
O governo também pretende ampliar a produção nacional desses medicamentos, incluindo versões à base de semaglutida, princípio ativo presente em algumas das principais canetas utilizadas no tratamento da obesidade.