Levantamento de jornal carioca coloca Cid Gomes no centro da derrota de Lula no Senado

Senador recebeu mais de R$54 milhões em emendas e se ausentou no dia da votação

(Foto: reprodução/redes sociais)

(Foto: reprodução/redes sociais)

02/05/2026 11:51

A derrota sofrida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Senado, com a rejeição da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal, teve a influência de nomes como o do senador Cid Gomes.

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Levantamento publicado pelo jornal O Globo mostra que Cid esteve entre os dez senadores que mais receberam liberações de emendas parlamentares no mês de abril, justamente às vésperas da votação decisiva no Senado. Mesmo sem declarar apoio ao indicado do Planalto e optando por se ausentar da sessão, o parlamentar cearense foi contemplado com R$ 54,1 milhões em verbas empenhadas pelo governo federal.  

Os recursos incluem emendas individuais, verbas de comissões do Senado e também da comissão mista do Congresso Nacional. O movimento do Palácio do Planalto fazia parte da ofensiva para tentar garantir votos favoráveis à indicação de Messias, mas o resultado expôs fragilidade na articulação política do governo.  

Cid Gomes, aliado histórico do campo governista e filiado ao PSB, preferiu não antecipar seu posicionamento publicamente. Antes da votação, o senador afirmou que não revelaria se votaria a favor ou contra o nome indicado por Lula. No dia da sessão, acabou ausente. Como a votação foi secreta, não é possível identificar quem votou contra o indicado do governo.  

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A derrota de Jorge Messias representou um duro revés para o Planalto e acendeu o alerta sobre a fidelidade da base aliada no Senado. Nem mesmo a intensificação da liberação de emendas, que ultrapassou R$ 2,3 bilhões nas semanas anteriores à votação, foi suficiente para evitar o fracasso da indicação.  

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