Justiça solta 4 empresários investigados por streaming pirata e ligação com facção
Os suspeitos haviam sido presos por organização criminosa e lavagem de dinheiro
(Foto: Divulgação/TJCE)
17/01/2026 10:36
A Justiça do Ceará decidiu substituir a prisão preventiva de um grupo de empresários investigados por medidas cautelares, determinando o uso de tornozeleira eletrônica. Eles haviam sido detidos no âmbito de uma investigação que apura a existência de um esquema de comercialização de serviços ilegais de streaming.
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São alvos do inquérito Lucas Rodrigues Rocha, Rafael Victor Gomes Rodrigues e José George Rodrigues de Araújo. Conforme os autos, eles são suspeitos, em tese, de envolvimento em organização criminosa, violação de direitos autorais e lavagem de dinheiro, em razão de suposta atuação junto a operadores de plataformas de transmissão não autorizadas.
A operação policial foi deflagrada em 18 de novembro de 2025 e, segundo informações obtidas pela reportagem, o grupo investigado não possui ligação com facções criminosas. Ao reavaliar o caso, magistrados da Vara de Delitos de Organizações Criminosas entenderam que não havia mais fundamento para a manutenção das prisões preventivas, destacando que os fatos investigados não envolveram violência ou grave ameaça.
Parte dos empresários é defendida pelo advogado Túlio Magno, que avaliou a decisão como equilibrada. Para ele, a revogação das prisões representa uma resposta proporcional do Judiciário, já que, na sua avaliação, a medida extrema não se mostrava indispensável. O advogado também ressaltou que, com o avanço das investigações e a apresentação de esclarecimentos técnicos no processo, ficou demonstrado que o caso não possuía a complexidade inicialmente atribuída.
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Ainda segundo a defesa, os investigados irão cumprir rigorosamente todas as determinações judiciais impostas. Até o momento, o Ministério Público do Ceará (MPCE) não ofereceu denúncia formal relacionada aos fatos apurados.