Justiça mantém prisão de PM e marido após morte de soldado encontrado carbonizado no Ceará

Casal também é investigado por esquema de venda de perfis falsos

(Foto: reprodução/WhatsApp)

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13/08/2026 17:21

A Justiça manteve, nesta quinta-feira (13), as prisões da policial militar Júlia Natália Girão Gomes e do marido dela, Antoneudo Ribeiro Lima Júnior, durante audiências de custódia. A PM foi presa em flagrante por suspeita de envolvimento na morte do soldado Raphael Sampaio da Silva, encontrado carbonizado dentro de um carro em Itaitinga, na Região Metropolitana de Fortaleza.

No caso de Júlia Natália, o juiz converteu a prisão em flagrante em prisão preventiva, que não tem prazo previamente definido. Já Antoneudo teve a prisão temporária mantida, medida que possui prazo determinado.

O marido da policial foi preso por posse de munições e documentos falsos. Ele também é investigado pela possível participação na morte do soldado Raphael, mas, até o momento, não foi autuado pelo homicídio.

Versão apresentada pela PM é investigada

Um dos pontos que chamou a atenção dos investigadores foi uma gravação feita dentro da oficina de Antoneudo, em Fortaleza.

Júlia aparece nas imagens no momento em que, segundo informações do depoimento prestado à polícia, relatava ter ficado amarrada nas proximidades do local onde ocorreu o crime.

A presença da policial na oficina e o conteúdo registrado nas imagens entraram em contradição com a versão apresentada por ela durante o depoimento. A inconsistência foi considerada pela investigação e contribuiu para a prisão em flagrante da PM.

O soldado Raphael Sampaio da Silva foi encontrado morto e carbonizado dentro de um veículo em Itaitinga. A Polícia Civil apura a dinâmica do crime, a motivação e a eventual participação de outras pessoas.

Casal também é investigado por venda de perfis falsos

Paralelamente à investigação sobre a morte do soldado, Júlia e Antoneudo são investigados por um suposto esquema criminoso envolvendo a venda de perfis falsos em aplicativos de transporte.

De acordo com a investigação, Antoneudo seria o responsável por articular o esquema. Ele foi preso em setembro do ano passado por suspeita de participação na comercialização dos perfis. Não há informação sobre a data em que ele deixou a prisão após aquela ocorrência.

A suspeita é de que o grupo utilizava dados de terceiros para viabilizar a criação e comercialização das contas utilizadas nos aplicativos.

Ainda segundo as investigações, Júlia teria atuado como colaboradora do esquema, fornecendo dados pessoais, instrumentos financeiros e meios de comunicação que teriam sido utilizados para viabilizar as atividades investigadas.

Antecedentes de Antoneudo

Antoneudo Ribeiro Lima Júnior possui antecedentes criminais relacionados a diferentes investigações. Entre os registros estão estelionato, falsa identidade, lavagem ou ocultação de bens, direitos e valores, integração de organização criminosa, receptação e posse irregular de arma de fogo de uso permitido.

Apesar dos antecedentes e da investigação envolvendo o homicídio, a prisão atual de Antoneudo foi determinada pelos crimes relacionados à posse de munições e documentos falsos, enquanto a apuração sobre uma eventual participação dele na morte de Raphael Sampaio continua.

As duas investigações seguem em andamento para esclarecer a participação de cada suspeito e a dinâmica da morte do soldado.

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