Justiça condena dupla por homicídio e uso de crânio da vítima em rituais no Ceará

Caso chamou atenção pela suspeita de uso dos restos mortais em práticas ritualísticos

Justiça condena dupla por homicídio e uso de crânio da vítima em rituais no Ceará

10/10/2026 13:51

A Justiça condenou Roberto Alves da Silva e Desiree Dantas Barros pelo assassinato de Francisco de Assis de Lima, conhecido como Vilmar. O crime ocorreu em dezembro de 2017, em Iguatu, no Centro-Sul do Ceará, e integra a série de homicídios que ficou conhecida como “Crimes do Sítio Canto”.

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Conforme a denúncia do Ministério Público do Ceará (MPCE), Vilmar saiu para caminhar na noite de 1º de dezembro de 2017 e foi morto a tiros. Depois do homicídio, o corpo foi escondido em uma área de mata. O crânio da vítima teria sido utilizado posteriormente em rituais.

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Além do homicídio, os dois foram condenados por ocultação de cadáver, vilipêndio de cadáver e corrupção de menores. O Tribunal do Júri reconheceu que o assassinato foi cometido por motivo torpe e com recurso que dificultou a defesa da vítima.

Penas

Desiree Dantas Barros foi condenada a 17 anos e 11 meses de prisão. Roberto Alves da Silva recebeu pena de 25 anos, 11 meses e 15 dias de reclusão. Somadas, as penas chegam a 43 anos, 10 meses e 15 dias.

Investigação

O caso veio à tona em 2018, durante as investigações sobre o desaparecimento e a morte de um universitário em Iguatu. Durante as buscas em um sítio na zona rural do município, a Polícia Civil encontrou o corpo do estudante enterrado em uma cova rasa. Na sequência, outros restos mortais foram localizados no local.

As investigações apontaram que os assassinatos ocorreram entre 2017 e 2018. A série de crimes provocou repercussão no município e ficou conhecida como “Crimes do Sítio Canto”.

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