Júnior Mano contesta relatório da PF e afirma que conclusões são “exageradas” e “sem provas”
O deputado federal reiterou que não cometeu irregularidades
(Foto: Reprodução)
13/03/2026 11:39
O deputado federal Júnior Mano (PSB) divulgou, nesta sexta-feira (13), uma nota oficial após a conclusão de uma investigação da Polícia Federal (PF) sobre o suposto envolvimento do parlamentar no uso de dinheiro de emendas secretas para eleger mais de 50 prefeitos no Ceará. Na nota, o deputado afirmou que, depois de cerca de um ano de apurações, não foram encontrados elementos relevantes que o vinculem a irregularidades.
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Ainda no texto, o deputado contestou o conteúdo do relatório final da investigação, classificando as conclusões como "exageradas, genéricas e sem provas". Segundo ele, não exerce função de ordenador de despesas e não participa de processos licitatórios, o que, de acordo com sua avaliação, impede qualquer controle direto sobre a aplicação final de recursos federais.
Júnior Mano também reiterou que não cometeu irregularidades e criticou o que chamou de vazamento seletivo de informações sigilosas durante o andamento das investigações. Para o parlamentar, a divulgação ocorreu em um momento em que os partidos começam a discutir candidaturas para as eleições deste ano.
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O deputado afirmou ainda esperar que o inquérito instaurado para apurar o vazamento de dados protegidos por sigilo identifique responsáveis e esclareça eventuais usos políticos de informações processuais.
Confira a nota:
"Depois de um ano de uma ruidosa investigação, a Polícia Federal nada encontrou de relevante contra o deputado Júnior Mano. As conclusões do relatório final são exageradas, genéricas e sem provas. Júnior Mano não é ordenador de despesas, não participou de licitações e, portanto, não tem como controlar a aplicação final de recursos federais. O deputado reafirma, com firmeza, que não cometeu qualquer irregularidade. É lamentável o vazamento seletivo de informações sigilosas justamente num momento em que os partidos começam a definir as candidaturas para as eleições deste ano. Esperamos que o inquérito aberto para apurar o vazamento de dados protegidos por sigilo apresente uma resposta clara contra o uso de informações processuais com fins políticos."