Irã revela que avião da Ucrânia foi derrubado por seus militares por um “erro humano”

Comandante afirma que a Guarda Revolucionária aceita a responsabilidade da tragédia

O desastre causou a morte de 176 pessoas, entre passageiros e tripulantes de várias nacionalidades

O desastre causou a morte de 176 pessoas, entre passageiros e tripulantes de várias nacionalidades

11/01/2020 9:32

O Irã anunciou neste sábado (11) que seus militares derrubaram sem intenção o avião ucraniano que caiu na quarta-feira (8) perto de Teerã. Na tragédia morreram 176 pessoas. O presidente iraniano, Hassan Rouhani, chamou o desastre de "erro imperdoável".

Militares informaram que o avião voava perto de um local sensível e foi derrubado devido a um erro humano. O comunicado lido na TV estatal diz que as partes ​​responsáveis serão punidas. A Aviação Civil do Irã apresentou imagem de caixa-preta do avião na sexta-feira (10) 

Amir Ali Hajizadeh,  comandante das forças aeroespaciais, afirmou que a Guarda Revolucionária aceita a responsabilidade plena pelo incidente. A Guarda Revolucionaria explicou que o operador do sistema de defesa confundiu o avião com um míssil de cruzeiro.

Hajizadeh afirmou em uma declaração televisionada que o operador tentou contatar seus superiores para obter a aprovação para efetuar o disparo, mas que o sistema de comunicação falhou e ele tomou "uma má decisão". O avião foi derrubado por um míssil de curto alcance, segundo ele.

O presidente iraniano, Hassan Rouhani, escreveu em uma rede social que uma investigação interna das Forças Armadas concluiu que a aeronave foi abatida por mísseis. Segundo o líder do Irã, as apurações sobre "essa grande tragédia e erro imperdoável" continuam.

O líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, manifestou seus "profundos sentimentos" às famílias das vítimas e pediu para que as forças armadas "busquem os erros prováveis e a culpa no incidente doloroso".

Rouhani também declarou que seu país "lamenta profundamente". As Forças Armadas iranianas prestaram condolências a todos os parentes das vítimas.

Com informações do G1

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