Homem é preso em flagrante por armazenar arquivos de abuso sexual infantojuvenil
Prisão foi resultado de operações da PF realizadas no Eusébio e Camocim
(Foto: reprodução/Instagram)
01/04/2026 14:47
Um homem foi preso em flagrante pela Polícia Federal, no município de Eusébio (RMF) nesta quarta-feira (1), por armazenamento de arquivos contendo abuso sexual infantojuvenil. A ação faz parte da Operação Inocência Protegida XVI, que ocorreu simultaneamente com a Operação Inocência Protegida XVII, realizadas nas cidades de Eusébio e Camocim, no Ceará.
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As duas operações visavam combater crimes de armazenamento, compartilhamento e acesso a material de abuso sexual infantojuvenil na internet. No Eusébio, os investigadores identificaram um homem participando de um grupo de aplicativo de mensagens voltado ao compartilhamento de arquivos com conteúdo ilegal. Durante o cumprimento de mandado de busca e apreensão, foram encontrados, em seu celular, arquivos contendo material de abuso sexual infantojuvenil. Ele foi preso em flagrante pelo crime de armazenamento desse tipo de conteúdo.
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Já na Operação Inocência Protegida XVII, a investigação teve início após denúncia encaminhada por uma organização não governamental. A entidade identificou uma pasta, em uma plataforma de armazenamento em nuvem, contendo centenas de arquivos com conteúdo ilícito.
A apuração apontou acessos ao material a partir de um endereço em Camocim. No local, a Polícia Federal cumpriu mandado de busca e apreensão e recolheu dispositivos eletrônicos, que passarão por perícia. Como os equipamentos e a rede de internet eram de uso compartilhado, será necessária a individualização das condutas para identificar os responsáveis.
As ordens judiciais foram expedidas pela Justiça Federal e tiveram como foco a apreensão de celulares, computadores e mídias digitais para análise técnica, com o objetivo de confirmar os crimes e identificar possíveis outros envolvidos.
Os investigados poderão responder pelos crimes previstos nos artigos 241-A e 241-B do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
A Polícia Federal destacou que armazenar, compartilhar ou até acessar esse tipo de material configura crime grave e contribui para a perpetuação da violência contra crianças e adolescentes.
As investigações seguem em andamento.