Homem é executado em parada de ônibus no bairro José de Alencar, em Fortaleza
Polícia investiga possível ligação com duplo homicídio na Sapiranga no dia anterior
(Foto: Reprodução/Vídeo)
13/03/2026 10:49
Um homem foi executado a tiros na manhã desta sexta-feira (13) enquanto aguardava transporte em uma parada de ônibus no bairro José de Alencar, em Fortaleza. Segundo a Polícia Militar, a vítima seguia para o trabalho quando foi surpreendida por suspeitos armados, que efetuaram vários disparos e fugiram em seguida. Testemunhas relataram que o crime ocorreu de forma rápida. Os autores teriam se aproximado da vítima e atirado à queima-roupa antes de deixar o local.
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Familiares informaram que o homem era usuário de drogas, mas afirmam que ele não tinha envolvimento direto com atividades criminosas. A polícia investiga se a execução pode ter relação com o vício da vítima ou com possíveis vínculos familiares com integrantes de organizações criminosas.
A região onde ocorreu o crime tem sido marcada por conflitos recentes entre grupos rivais. Nas últimas 24 hors três pessoas foram mortas na região, elevando a preocupação de moradores com a escalada da violência. Os investigadores não descartam a possibilidade de o assassinato ter relação com o ataque ocorrido na tarde de quinta-feira, em um lava-jato localizado no cruzamento da Avenida Engenheiro Leal Lima Verde com a Rua Granja São Francisco, no bairro Sapiranga.
Na ocasião, dois homens chegaram ao estabelecimento em uma motocicleta e abriram fogo contra pessoas que trabalhavam no local. Um adolescente identificado como Davi, de 17 anos, morreu ainda no local. A segunda vítima, identificada apenas como Breno, tentou fugir, mas foi perseguida pelos atiradores e executada dentro de um pequeno cômodo do estabelecimento.
De acordo com informações apuradas pelas autoridades, Breno havia deixado o sistema prisional há cerca de 15 dias e seria apontado como integrante de uma organização criminosa envolvida na disputa entre facções que atuam em bairros da região, como São Miguel, Curió, Lagoa Redonda, Messejana e Sapiranga.
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A polícia agora trabalha para identificar os autores dos crimes e esclarecer se os episódios estão diretamente ligados à guerra entre grupos criminosos que disputam o controle territorial em áreas da capital. Até o momento, ninguém foi preso.