O candidato à Presidência da República Fernando Haddad (PT) ressaltou, nesta segunda-feira (8), que o respeito aos valores democráticos será a base de sua campanha. Segundo ele, apresentará seu plano econômico sustentado na preservação do Estado do bem-estar social. Em viagem a Curitiba, Haddad destacou que combaterá o neoliberalismo, uma das bandeiras defendidas pelo adversário Jair Bolsonaro (PSL).
"O retorno do neoliberalismo vai agravar a crise e vamos seguir um modelo que não deu certo na Argentina”, disse Haddad em entrevista coletiva, após visitar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso há seis meses na Superintendência da Polícia Federal (
PF).
Haddad reiterou ainda sua disposição de buscar apoio em "forças democráticas" representadas por candidaturas derrotadas no primeiro turno. Ele citou nomes de "alta respeitabilidade", embora com divergências, os candidatos à Presidência Ciro Gomes (PDT), Marina Silva (Rede), Geraldo Alckmin (PSDB) e Henrique Meirelles (MDB).
Economia
Haddad afirmou que o modelo econômico é que vai nortear esse 20 dias até o segundo turno. De acordo com ele, o modelo apresentado pelo PT é baseado na “restauração social” e nas “forças democráticas de direito”. Para o petista, outra divergência é em relação a eventuais mudanças na legislação trabalhista.
O candidato não apresentou em detalhes como será executada a série de medidas conforme as premissas que guiam seu plano de governo. Segundo ele, todas as propostas serão discutidas e debatidas publicamente.
Política
Questionado sobre a possibilidade de ser instaurada uma Assembleia Constituinte, Haddad afirmou que discutir o assunto ao lado dos canidatos à Presidência Guilherme Boulos (PSOL) e Ciro Gomes (PDT), "Falei durante o primeiro turno que a nossa questão de reformar a Constituição [Federal] é muito importante, justamente, em função da reforma bancária, da reforma tributária e da reforma política. Não há como fazer isso sem reforma constitucional."
O candidato acrescentou ainda que está disposto a debater com Bolsonaro. "Só tive 20 dias de campanha, ao contrário de todos os candidatos, que há anos em campanha", afirmou. "Pretendo ir a todos os debates. Fui a todas as sabatinas para as quais fui convidado", acrescentou Haddad, ao informar que pretende apresentar suas propostas sobre segurança pública ampliando os poderes da Polícia Federal.
Agência Brasil