Greve dos rodoviários deixa passageiros sem previsão de viagens no Ceará

Paralisação foi iniciada após fracasso nas negociações salariais

(Foto: Reprodução)

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24/06/2026 8:20

A greve dos trabalhadores do transporte rodoviário intermunicipal e interestadual entrou em vigor nesta quarta-feira (24) no Ceará, após o encerramento sem acordo da Campanha Salarial 2026 entre representantes da categoria e empresários do setor. A mobilização teve início nas primeiras horas da manhã, com concentração em frente à garagem da Empresa Guanabara, localizada às margens da BR-116, em Fortaleza.

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O movimento grevista foi aprovado pelos trabalhadores após a rejeição da proposta apresentada pelo setor patronal durante as negociações salariais. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas de Transporte Rodoviário de Passageiros Intermunicipal e Interestadual do Estado do Ceará (Sinteti), as tratativas se estenderam por vários meses, envolvendo reuniões técnicas e mesas de negociação na tentativa de construir um acordo entre as partes.

De acordo com a entidade, a proposta inicial das empresas previa reajuste salarial de apenas 0,19%, percentual posteriormente elevado para 0,89%. Os índices, no entanto, foram considerados insuficientes pela categoria, que reivindica uma recomposição salarial capaz de compensar perdas acumuladas nos últimos anos.

“A decisão pela greve foi tomada em Assembleia Geral Extraordinária, quando os trabalhadores deliberaram, por maioria, pela rejeição da proposta patronal e pela deflagração do movimento grevista”, afirmou o presidente do Sinteti, Jederson Vidal.

O dirigente ressaltou ainda que a mobilização ocorre de forma pacífica. Segundo ele, não houve registros de depredação de veículos, danos ao patrimônio das empresas ou qualquer outro tipo de incidente durante os atos realizados pelos trabalhadores.

Apesar da paralisação, o sindicato afirma que permanece aberto ao diálogo e defende a retomada imediata das negociações. A expectativa da categoria é que uma nova proposta seja apresentada pelos empresários para viabilizar um entendimento e encerrar o impasse.

Enquanto não há definição, milhares de passageiros seguem sendo diretamente afetados pela greve. Nos terminais intermunicipais da capital, o cenário era de incerteza e preocupação no início das atividades. Passageiros relatam dificuldades para embarcar e buscar informações sobre os horários das viagens. Idosos, crianças e até bebês de colo aguardam por soluções em meio à suspensão dos serviços. O terminal mais afetado é o Engenheiro João Tomé, principal ponto de embarque e desembarque de linhas intermunicipais do estado. Linhas que conectam Fortaleza a importantes regiões do estado, como o Cariri e o Norte do Ceará, operam com restrições, ampliando os transtornos para trabalhadores, estudantes e pessoas que dependem do transporte rodoviário para compromissos de saúde e deslocamentos de longa distância.

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Até o momento, representantes das empresas de transporte não divulgaram novo posicionamento sobre a possibilidade de retomada das negociações.

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