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Governo e policiais terão nova rodada de negociações para “fechar” o reajuste salarial
Sete reivindicações foram colocadas na pauta do encontro da classe com o governador
Já eram 21h30 quando lideranças da categoria encerraram o encontro com o governador, no Palácio da Abolição, e deram entrevistas sobre as negociações
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Após quase quatro horas de negociações e debates, representantes do governo do estado e das categorias da Segurança Pública conseguiram “fechar” um acordo provisório que, ao menos, suspende a ameaça de greve.  O encontro das lideranças policiais com o governador Camilo Santana (PT) aconteceu no Palácio da Abolição após cerca de cinco mil PMs e bombeiros, além de seus familiares, terem ocupado as galerias e o entorno da Assembleia Legislativa, exigindo mudanças no plano para o reajuste de salários.  Na próxima segunda-feira (10), haverá novo encontro entre as partes.

A reunião do governador com os líderes das categorias de policiais e bombeiros militares, policiais civis e profissionais da Perícia Forense teve início por volta das 17 horas e só terminou às 21h30, aproximadamente, quando a tensão foi aliviada. O deputado estadual soldado Noélio (Pros)  recebeu do grupo a missão de transmitir para a tropa o resultado das negociações.

De acordo  com o que foi anunciado, a rodada de negociações “fechou” em sete pontos. São eles:  1- redução do número de parcelas para o reajuste dos salários (on governo havia anunciado que o reajuste seria dado em quatro vezes. 2 – Aumento do valor da primeira parcela. 3- Aumento do valor da diferença salarial entre postos e graduações. 4- Aumento do valor do investimento no reajuste, fixado inicialmente pelo governo em R$ 440 milhões. 5- Garantia de que uma grande parte das atuais gratificações e remunerações variáveis sejam revertidas para o salário fixo. 6- Prazo para o cumprimento das tabelas de pagamento com início já em neste mês (folha de fevereiro a ser paga no início de março). 7 – Garantia de que nenhum manifestante seja punido por participar dos protestos.

Ficou ainda acertado que as partes terão uma nova rodada de negociações na próxima segunda-feira (10). Além do governo e dos representantes das categorias que formam os servidores da Segurança Pública, deverão participar do encontro membros do Ministério Público Estadual  (MP-CE).

Manifestação pacífica

O protesto dos policiais, bombeiros e peritos aconteceu após o secretário da Segurança Pública e Defesa Social, André Costa, ter usado as redes sociais na última sexta-feira (31), para anunciar, em nome do governo do estado, o “Pacote de Valorização dos Profissionais da Segurança Pública”, que previa, inicialmente, o pagamento do reajuste salarial em quatro parcelas, a ser concluído em dezembro de 2022.  Além de não concordar com este prazo, as categorias questionaram os percentuais do reajuste e discrepância de valores nos salários entre postos e graduações.

A manifestação teve início pela manhã e continuou durante todo o dia, com aumento da adesão à medida  em que as horas passavam. No fim da tarde, havia cerca de 5 mil manifestantes ocupando as ruas e avenidas no entorno  da Assembleia Legislativa, no bairro Dionísio Torres, aumentando a pressão pela deflagração de uma greve.

 No fim da tarde, o governo decidiu receber no Palácio da Abolição uma comissão das lideranças para renegociar os pontos do plano de reajuste.  A manifestação ocorreu pacificamente, sem nenhum incidente registrado.  As avenidas Desembargador Moreira e Pontes Vieira ficaram parcialmente interditadas por conta do ato dos servidores.

Saiba o que foi negociado na reunião entre governo e lideranças da categoria:

1- redução do número de parcelas para o reajuste dos salários (on governo havia anunciado que o reajuste seria dado em quatro vezes.

2 – Aumento do valor da primeira parcela.

 3 – Aumento do valor da diferença salarial entre postos e graduações.

 4 – Aumento do volume do investimento no reajuste, fixado inicialmente pelo governo em R$ 440 milhões.

5 – Garantia de que uma grande parte das atuais gratificações e remunerações variáveis sejam revertidas para o salário fixo.

6 – Fixação do prazo para o cumprimento das tabelas de pagamento com início já em neste mês (folha de fevereiro a ser paga no início de março).

 7 – Garantia de que nenhum manifestante seja punido por participar dos protestos desta quinta-feira (6).

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