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Racismo
Gerente de loja é indiciado pelo crime de racismo contra delegada da Polícia Civil
As informações sobre as investigações do caso foram divulgadas nesta terça
Ana Paula Barroso é diretora adjunta do Departamento de Proteção aos Grupos Vulneráveis (DPGV) da Polícia Civil do Ceará (PC-CE). (Foto: reprodução)
Por : Redação CN7
19/10/21 18:44

A Polícia Civil do Ceará (PC-CE) concluiu as investigações relacionadas ao inquérito policial que apurava um caso de racismo, ocorrido no último dia 14 de setembro, em uma unidade da loja Zara, localizada em um shopping de Fortaleza. A vítima foi a delegada Ana Paula Barroso. O suspeito de ter cometido o crime é o gerente da unidade, Bruno Filipe Simões Antônio, de 32 anos. Ele foi indiciado pelo crime de racismo. As informações foram divulgadas nesta terça-feira (19), na sede da Superintendência da Polícia Civil, no Centro de Fortaleza, em coletiva de imprensa.

As investigações do caso foram comandadas por um coletivo de delegadas da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Fortaleza. A Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) e o Departamento de Inteligência Policial (DIP) da PC-CE analisaram imagens do circuito interno da loja e concluíram que há evidências da atitude discriminatória do suspeito.

O suspeito afirmou, em sua defesa, que expulsou Ana Paula Barroso do estabelecimento por estar com a máscara baixa. Porém, nas imagens é possível ver que minutos antes da expulsão da vítima o mesmo funcionário atendeu uma cliente que, mesmo não consumindo nenhum alimento, não fazia o uso correto da máscara. A cena foi observada em outras situações onde outros clientes também não foram retirados da loja ou abordados para que utilizassem a máscara de forma correta.

Outras fontes

Além das imagens captadas, a Polícia Civil tomou depoimentos de oito testemunhas, além da vítima e do suspeito. Entre as pessoas ouvidas, está uma mulher negra, de 27 anos, que relatou, em redes sociais, ter passado por situação semelhante, no final do mês de junho deste ano, na mesma loja. Ainda foram ouvidas duas ex-funcionárias do estabelecimento que relataram episódios de assédio moral e procedimentos discriminatórios na forma de atendimento a possíveis clientes. Também foram ouvidos três seguranças do shopping onde a loja funciona, bem como o chefe de segurança do local, que voltou à loja com a vítima minutos após a expulsão.

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