FICCO apura aluguel de celulares e canetas via PIX em presídios do Ceará
Investigações apontam a participação de um professor que atuava na unidade prisional

(Foto: reprodução/FICCO-CE)
06/11/2026 10:11
A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Ceará (FICCO/CE) deflagrou, nesta sexta-feira (06), a Operação Tutor. O objetivo é apurar a introdução clandestina e a exploração econômica de celulares e outros objetos ilícitos em unidades prisionais do Estado.
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A investigação começou em junho de 2026, após a apreensão de um celular no interior de uma unidade prisional. A análise forense do aparelho apontou um esquema com divisão de tarefas entre internos e colaboradores externos, com locação clandestina de celulares e canetas esferográficas mediante pagamento.
As investigações apontam a participação de um professor que atuava na unidade prisional. Ele teria usado o acesso da atividade profissional para introduzir canetas esferográficas no estabelecimento, mediante recebimento de pagamentos via PIX.
Também foi identificada a circulação de manuscritos usados por uma facção criminosa para transmitir ordens e orientações entre integrantes. As investigações apontam ainda articulações para obtenção de armas de fogo destinadas a crimes fora do sistema penitenciário.
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Nesta fase, são cumpridos dois mandados de prisão preventiva e um mandado de busca e apreensão, expedidos pelo Poder Judiciário do Ceará.
Confira foto:
