FBI aponta possível rede internacional de aliciamento com ramificações no Ceará

Investigação envolve adolescentes do Ceará, Distrito Federal e outros 9 estados

(Foto: Reprodução)

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15/02/2026 12:34

Uma reportagem publicada neste domingo pelo jornal O Estado de S. Paulo revelou que documentos divulgados pelo FBI indicam a existência de tentativas de aliciamento de adolescentes e crianças no Brasil, com menções a vítimas oriundas do Ceará e de outros nove estados, além do Distrito Federal. O caso reacendeu o debate sobre tráfico humano e proteção de menores, com foco especial na atuação de autoridades cearenses.

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Segundo a reportagem, o financista Jeffrey Epstein teria mantido uma rede internacional de aliciadores com conexões em capitais do Nordeste brasileiro, incluindo Fortaleza, Natal, João Pessoa e Recife. As informações constariam em registros analisados por investigadores norte-americanos e fariam parte de um conjunto mais amplo de apurações sobre crimes de exploração envolvendo menores.

Diante da gravidade das revelações, parlamentares cearenses intensificaram a cobrança por medidas institucionais. Na Assembleia Legislativa do Ceará (Alece), tramita uma proposta de criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar possíveis conexões locais com redes de tráfico humano. A iniciativa é defendida pelo deputado estadual Felipe Mota, que pede celeridade na instalação da comissão.
Em âmbito federal, o deputado Danilo Forte atua na articulação junto à Câmara dos Deputados para que autoridades brasileiras solicitem oficialmente a cooperação internacional e o compartilhamento integral de documentos por parte do governo dos Estados Unidos. O objetivo é permitir que eventuais crimes cometidos em território nacional sejam investigados com base em provas reunidas no exterior.

Especialistas em segurança pública ouvidos pela reportagem destacam que casos de tráfico humano exigem cooperação entre países, troca de informações e atuação coordenada entre polícias e ministérios públicos. Eles ressaltam que a simples menção de cidades brasileiras em documentos internacionais não confirma, por si só, a ocorrência de crimes específicos, mas justifica a abertura de apurações rigorosas.
No Ceará, órgãos de proteção à infância e à adolescência reforçaram a importância de canais de denúncia e de políticas públicas voltadas à prevenção da exploração de menores.

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Representantes dessas instituições defendem que a eventual CPI e a cooperação com autoridades estrangeiras podem contribuir para mapear riscos, fortalecer a rede de proteção e responsabilizar envolvidos, caso irregularidades sejam comprovadas. As revelações devem manter o tema do tráfico humano no centro do debate político nas próximas semanas, enquanto parlamentares e autoridades aguardam o acesso a novos documentos e a definição de eventuais investigações formais.

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