Essa permissividade entre uma empresa, cujo dono foi condenado por tráfico de drogas e prefeitos cearenses, comprova que o crime assumiu a política no Estado. As ameaças não são mais um risco n’água. Constituem um fato rotineiro de uma democracia ameaçada, diante de uma nação assustada pelo medo e pela crescente onda da violência.
Em
Quixadá, o prefeito envolvido, Ilário Marques, tenta retornar ao cargo. Não tem mais condições morais para tanto. Contudo, seu impeachment dificilmente acontecerá: cada vereador tinha em sua gestão 50 empregos. Mais de 90% de nomeações com gente fantasma, segundo já apurou o Ministério Público do Ceará.