Investigação aponta que facção da Paraíba usava cavalos de raça para ocultar dinheiro do tráfico
Grupo teria movimentado R$ 150 milhões em dois anos
28/09/2026 15:39
A facção criminosa Nova Okaida, da Paraíba, utilizava cavalos de raça como parte de um esquema para ocultar dinheiro obtido com o tráfico de drogas, segundo investigação da Polícia Civil da Paraíba. O caso foi destaque no Fantástico.
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De acordo com as apurações, o grupo movimentou cerca de R$ 150 milhões em apenas dois anos e teria usado o mercado de equinos para esconder a origem dos recursos e conquistar credibilidade em ambientes ligados ao agronegócio.
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Entre os investigados estão Yago Cavalcanti e Ivan Moura, conhecido como “Mauro Maromba”. Segundo a polícia, os dois compraram diversos animais da raça Quarto de Milha, valorizada em competições e eventos do setor.
Ainda conforme a investigação, Yago teria adquirido cinco cavalos avaliados em aproximadamente R$ 1 milhão de um haras ligado ao cantor Wesley Safadão. Ao todo, ele teria 15 animais da mesma raça.
Os animais eram negociados em leilões que movimentavam valores elevados. A marca de Wesley Safadão também era utilizada em um dos eventos em que alguns dos cavalos foram adquiridos.
Cantor não é investigado
A Polícia Civil destacou que Wesley Safadão e fornecedores relacionados ao leilão não são investigados no caso.
Em nota, a assessoria do cantor informou que os arremates eram realizados diretamente por meio da empresa leiloeira e que não houve contato direto entre Safadão e os compradores.
As investigações apontam que a compra e a revenda de animais de alto valor faziam parte de uma estratégia para movimentar recursos e tentar conferir aparência legal ao dinheiro que, segundo a polícia, tinha origem no tráfico de drogas.
O caso segue sob investigação das autoridades para identificar a extensão do esquema e a participação de outros envolvidos.