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Evangélicos se posicionam contra indicação de Renato Feder para ministro da Educação
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Menos de 24 horas após ser convidado pelo presidente Jair Bolsonaro para assumir o Ministério da Educação, o secretário estadual de Educação do Paraná, Renato Feder, já enfrenta resistência por parte de vários núcleos do governo.

A maior pressão vem dos evangélicos, que desde a manhã trabalham para reverter a indicação.

O grupo defende alguém com perfil ideológico semelhante ao de Bolsonaro e rejeita Feder por sua ligação anterior com o governador João Doria (PSDB-SP) e a proximidade com o grupo Lemann, que já discutiu parcerias com a secretaria do Paraná.

Feder é judeu, assim como o secretário especial de comunicação do governo, Fabio Wajngarten, e teria apoio também da comunidade israelita.

Na noite de quinta-feira, Bolsonaro ligou para Feder para conversar sobre a eventual ida dele para o governo. À noite, quando o pastor Silas Malafaia soube que Feder podia ser o escolhido, mandou uma mensagem ao presidente, cobrando que ele nomeie para o MEC um gestor com “o mesmo viés que ele acredita”.

Na manhã desta sexta-feira, quando o nome de Feder foi confirmado por integrantes do Planalto e divulgado pela imprensa, Bolsonaro escreveu a Malafaia que estavam escolhendo por ele, dizendo que a decisão ainda não havia sido tomada.

Malafaia já havia manifestado sua opinião sobre a sucessão do MEC anteriormente. Em meio à polêmica das informações falsas contidas no currículo de Carlos Decotelli, o pastor enviou uma mensagem a Bolsonaro se posicionando contra a permanência de Decotelli no cargo.

*Com O Globo.

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