Esquema na coleta de lixo leva vereador, empresário e mais dois à prisão no Crato
A investigação apura suspeitas de fraude no serviço de limpeza pública
(Foto: Reprodução)
04/03/2026 9:31
O Ministério Público do Ceará (MPCE), por meio do Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc), com apoio da Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE), deflagrou, na manhã desta quarta-feira (04), a operação "Peso de Ouro", para apurar possível esquema de corrupção em contrato firmado entre a Prefeitura do Crato e uma empresa para prestação de serviços de coleta de lixo e limpeza urbana. Na ofensiva, foram presos quatro investigados, entre eles o vereador Cícero Antônio Lobo, um outro agente público e empresários. Um servidor público também foi afastado das funções.
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A investigação tem como objetivo principal apurar suspeitas de fraude no serviço de coleta de lixo do município. Ainda na madrugada, a Polícia Civil cercou a sede da Prefeitura do Crato. Viaturas foram posicionadas no entorno, e policiais entraram no local enquanto servidores chegavam para trabalhar. Parte dos funcionários conseguiu acessar o prédio, mas outros tiveram a entrada impedida durante o cumprimento das diligências.
A operação ainda cumpriu 11 mandados de busca e apreensão em órgãos públicos, empresas e residências nas cidades de Crato e Juazeiro do Norte. Foram apreendidos documentos, celulares e computadores que serão analisados. Todas as ordens judiciais são decorrentes de procedimento investigatório criminal que tramita no Gecoc. Ao todo, dez pessoas são investigadas.
A suspeita é de que a gestão municipal pagava à empresa contratada para o serviço por tonelada de lixo recolhido, sem que, de fato, ocorresse a pesagem desses resíduos coletados. Para isso, as investigações apontam que os agentes públicos atestavam mensalmente essas pesagens nas quantidades do limite máximo do contrato, resultando em autorização de pagamentos milionários a sócios da empresa sem a efetiva prestação dos serviços, entre 2021 e 2024.
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Caso a fraude seja comprovada, os responsáveis por articular o esquema podem responder na Justiça por crimes de peculato, fraude a contrato, falsidade ideológica e associação criminosa. O processo tramita em segredo de justiça.