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Empresas cearenses no Eusébio são investigadas por fraude milionária
As empresas e seus proprietários foram alvos de mandados de busca na manhã de hoje
Integrantes do Gaeco recolheram documentos e computadores nas empresas, que serão periciados
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Duas empresas cearenses, sediadas na cidade do Eusébio, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), além das residências de dois empresários, no mesmo Município, foram alvos de uma operação policial e do Ministério Público Estadual (MPE), na manhã desta quinta-feira (2). Nos quatro locais foram cumpridos mandados de busca e apreensão. A ação judicial foi realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MP/CE.

As empresas e seus proprietários são investigados sob a suspeita de participação em crimes de lavagem de dinheiro, fraude em licitações, corrupção ativa e passiva e outros delitos graves na locação de  equipamentos médico-hospitalares no estado Mato grosso do Sul.

Não houve prisões nem os nomes dos investigados foram revelados. Porém, as autoridades informaram que as diligências realizadas no Eusébio nesta manhã fizeram parte de uma operação bem maior, que aconteceu simultaneamente em Mato Grosso do Sul, Ceará, São Paulo, Paraná e no Piauí.  

Trata-se da “Operação Redime”, cujos processos tramitam na 31ª Promotoria de Justiça e Defesa do Patrimônio Público e Social de Campo Grande, capital do Estado do Mato Grosso do Sul.

Prejuízo de milhões

De acordo com autoridades, foi descoberto nas investigações um esquema criminoso que teria fraudado licitações  para a locação dos equipamentos hospitalares para unidades da rede de Saúde Pública do Mato Grosso do Sul, a partir de 2015. O prejuízo para os cofres públicos pode chegar a R$ 120 milhões, valores que foram pagos pelo governo daquele estado a empresas que acabaram vencendo os certames de forma fraudulenta (criminosa).

Durante as buscas nas duas empresas e nas residências de seus proprietários, no Município do Eusébio, os policiais e promotores confiscaram computadores, documentos e outros objetos de prova que serão analisados pelo Ministério Público, tais como comprovantes de movimentações bancárias e até mesmo aparelhos celulares.

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