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Em quatro fins de semana, 67 pessoas morreram no Ceará vítimas de acidentes
Dos 67 óbitos registrados no estado, 45 foram de pessoas que trafegavam em motos
Colisões, choques e quedas são os acidentes mais comuns envolvendo motocicletas
Por : Fernando Ribeiro
08/09/20 12:02

Nos últimos quatro fins de semana, o Ceará registrou 67 mortes em acidentes de trânsito, o que representa uma média de 16 óbitos em desastres à cada intervalo entre sexta-feira e domingo. Já o número de motoqueiros e garupeiros mortos foi de 45, numa média de 11 à cada fim de semana. Os dados são de uma pesquisa própria realizada pelo CN7 com base nos registros policiais.

A pesquisa considerou os três últimos fins de semana de agosto e o primeiro deste mês de setembro de 2020, que coincidiu com o feriadão da Independência. No primeiro, entre os dias 14 e 16 de agosto, nove pessoas morreram em acidentes no Ceará, sendo 8 delas ocupantes de motos.

No segundo, de 21 a 23 de agosto, também foram registradas nove mortes, sendo seis de ocupantes de motocicletas.

No fim de semana entre os dias 28 e 30 de agosto, o Ceará registrou 22 óbitos em acidentes, com 14 mortos em desastres envolvendo motocicletas, como quedas, colisões e choques.

Neste “feriadão” da Independência, que incluiu os dias 4 a 7 de setembro, foram registrados em todo o estado 27 mortes em acidentes  e destas, 17 foram de pilotos ou garupeiros de motos.

A pesquisa revela, ainda, que a maioria dos óbitos em pilotos ou passageiros de motos envolvidas em acidentes são de vítimas de quedas, choque com objetos físicos e colisões, casos registrados, em sua maioria, nas rodovias estaduais e federais e em estradas vicinais no Interior do estado.

A falta de fiscalização é apontada como um dos principais fatores de tantos acidentes com mortes em acidentes nos fins de semana, especialmente envolvendo condutores e passageiros de motocicletas.  As mortes, em geral acontecem  em desastres onde são comumente comprovados: excesso de velocidade, embriaguez dos pilotos, falta de habilitação, não uso de capacete e até excesso de ocupantes (motocicletas transportando três e até quatro pessoas).

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