Elmano projeta apoio de Cid em 2026, mesmo com possível candidatura de Ciro ao governo
Fala ocorreu durante entrevista ao Canal Livre, da TV Bandeirantes
(Foto: reprodução/vídeo)
25/05/2025 21:27
Durante entrevista ao programa Canal Livre, da TV Bandeirantes, neste domingo (25), o governador Elmano de Freitas (PT) afirmou acreditar que contará com o apoio do senador Cid Gomes (PSB) em uma eventual candidatura à reeleição, mesmo que o irmão do parlamentar, o ex-ministro Ciro Gomes (PDT), decida disputar o governo do Estado em 2026.
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"Do ponto de vista pessoal, familiar, eu espero que os irmãos se entendam. Pelo que sei, eles têm buscado conversar. Politicamente, minha relação com Cid é muito boa. Ele tem reafirmado que apoia nossa possível candidatura à reeleição. Eu o conheço há muitos anos. É uma pessoa com palavra, que cumpre seus compromissos", disse Elmano.
Questionado sobre uma reaproximação com Ciro Gomes, o governador descartou essa possibilidade, apontando diferenças políticas. "Nós não temos como estar juntos, porque o Ciro resolveu agora ser um aliado prioritário do bolsonarismo no Ceará. Ele fez isso na eleição de Fortaleza, no segundo turno, e acaba de anunciar apoio ao senador do Bolsonaro no Ceará, em troca de apoio à sua candidatura ou à de alguém que ele venha a apoiar para o Governo do Estado", afirmou.
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Elmano também declarou que, no momento, sua atenção está voltada à gestão estadual. "Meu foco é continuar trabalhando. Tenho compromissos com o povo cearense e preciso entregar o que prometi. A discussão eleitoral fica para o período certo, quando serei julgado pelas entregas do meu governo."
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Segurança Pública
Durante a entrevista, o governador também defendeu mudanças na legislação processual penal brasileira como parte do enfrentamento ao crime organizado. "Segurança pública não se resolve apenas no âmbito do Executivo. É necessário mudar a legislação processual penal", avaliou. Para ele, o foco deve ser estruturar as condições de trabalho dos operadores da Justiça. "Se tivermos as condições adequadas, teremos mais capacidade de argumentar, por exemplo, que não é possível manter em liberdade alguém com alto grau de periculosidade", concluiu.
Assista ao trecho: