Elmano afirma que Polícia Civil identificou novos suspeitos no caso da fazenda de maconha
Governador revelou que novas medidas dependem de autorizações da justiça
(Foto: reprodução/vídeo)
07/07/2026 15:45
O governador Elmano de Freitas afirmou nesta terça-feira (7) que a Polícia Civil já identificou novos suspeitos no caso da fazenda onde foram encontrados cerca de 290 mil pés de maconha, em Acopiara. Segundo o chefe do Executivo, as investigações avançaram e novas medidas dependem apenas de autorizações da Justiça.
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“A informação que tenho é que a Polícia já tem novos nomes e está em busca de ações que precisam de autorizações judiciais”, declarou o governador durante entrevista coletiva.
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Até o momento, o único preso no caso foi o proprietário da fazenda, João Holanda Neto, que acabou colocado em liberdade após audiência de custódia em razão de problemas de saúde.
Elmano também voltou a comentar o afastamento dos dois delegados investigados por supostas falhas na custódia da plantação. Segundo ele, a medida é administrativa e tem o objetivo de garantir a apuração dos fatos, sem representar julgamento antecipado dos policiais.
O governador informou ainda que espera receber, nos próximos dias, o relatório final da Polícia Civil sobre a investigação criminal, que será encaminhado ao Ministério Público do Ceará.
O caso ganhou grande repercussão após denúncias sobre a preservação da plantação e a forma como a droga foi destruída. Uma denúncia realizada pelo deputado federal André Fernandes, no dia 28 de junho de 2026. o parlamentar publicou vídeos que mostravam diversos pés de maconha ainda preservados, quando a lei obriga a custódia e incineração do entorpecente.
Elmano de Freitas esteve no local onde a droga foi encontrada, em uma fazenda de Acopiara, para supervisionar o terreno e a destruição da droga. O terreno teria sido arrendado para um terceiro por um fazendeiro e empresário da região. Ambos já estão identificados pela Polícia Civil.
A Controladoria Geral de Disciplina (CGD) instaurou procedimento para apurar a conduta de agentes responsáveis pela custódia do material apreendido, enquanto a Polícia Civil mantém as investigações para identificar todos os envolvidos.