Elmano acusa Ciro de virar “apêndice do bolsonarismo” e defende rigor no combate às facções

Declarações foram dadas em entrevista ao jornal O Globo

Elmano acusa Ciro de virar “apêndice do bolsonarismo” e defende rigor no combate às facções

(Foto: reprodução/vídeo)

07/09/2026 9:07

O governador Elmano de Freitas (PT) criticou duramente o ex-ministro Ciro Gomes (PSDB), adversário na briga pelo Governo do Ceará, e defendeu o endurecimento de ações policiais contra o crime organizado no Estado, em entrevista ao jornal O Globo, divulgada nesta segunda-feira (07).

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Ao analisar as pesquisas de intenção de voto que mostram o adversário à frente, Elmano afirmou que Ciro "abandonou o campo democrático" para se transformar em um "apêndice do bolsonarismo". Segundo o governador, a candidatura do tucano busca "enfraquecer Lula no Nordeste" para favorecer a direita representada por Flávio Bolsonaro (PL).

Ainda durante a entrevista, Elmano ressaltou que sua gestão não é mera continuidade do rival, citando investimentos próprios em áreas como escolas de tempo integral. "Ciro, por exemplo, nunca fez uma escola de tempo integral no Ceará. Ele se apresentou ao Brasil citando coisas do Ceará que ele não fez. É, na verdade, um projeto que se inicia com Cid, que Camilo deu continuidade, e que agora estou fazendo um investimento para ampliar", destacou.

Na pauta de segurança pública, o gestor defendeu rigor contra o avanço das facções criminosas, afirmando que "o Rio virou o comando central do crime organizado no país", de onde saem ordens para o Ceará. Elmano destacou a aprovação de um decreto estadual que reclassifica mortes em confrontos policiais, no qual o agente figura como "interventor" e o suspeito armado como "oponente", em vez de "vítima".

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Sobre eventuais ligações de políticos com o crime, o governador garantiu que não vai "passar a mão na cabeça de ninguém" e defendeu a apuração rigorosa de todos os casos. "O que tem que ser feito é não passar a mão na cabeça de ninguém. Se tem envolvimento de alguém da política com o crime, vai ter que responder por isso. No município que você citou, o PT lançou candidato contra esse prefeito. É preciso ter cautela e separar o joio do trigo, e também reformular as leis, para se investigar com a rapidez necessária. Senão fica a impressão de que a autoridade policial só existe descumprindo a lei ou violando o direito individual de alguém. Precisamos inverter essa lógica da desconfiança permanente", disse.

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