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Craque
Diego Armando Maradona morre aos 60 anos de idade
O ídolo do Boca Juniors faleceu após sofrer uma parada cardiorrespiratória.
02 July 1982 - FIFA World Cup - Argentina v Brazil - Diego Maradona of Argentina - (photo by Mark Leech/Offside/Getty Images)
Por : Redação CN7
25/11/20 13:52

Morreu nesta quarta-feira (25), aos 60 anos, o ex-astro de futebol Diego Armando Maradona. Segundo informações do jornal Clarín, o ídolo do Boca Juniors faleceu após sofrer uma parada cardiorrespiratória.

No começo do mês, Diego Armando Maradona passou por uma cirurgia para drenar uma pequena hemorragia no cérebro e recebeu alta oito dias após o procedimento.

A carreira

Diego Armando Maradona nasceu em Lanús, na Argentina, no ano de 1960. A carreira no futebol profissional começou no ano de 1976, no Argentino Juniors. Depois de cinco temporadas e 116 gols em 166 partidas, Maradona se transferiu para o Boca Juniors, seu time de coração, no ano de 1981. A passagem foi rápida, mas o suficiente para deixar sua marca com o troféu do Campeonato Argentino, algo que os Xeneizes não conquistavam desde 1976.

Seu talento com a bola nos pés chamaram a atenção do gigante Barcelona que, em 1982, pagou U$ 8 milhões, e o transformou na transferência mais cara da história do futebol naquele momento. Pelo clube catalão, Maradona marcou 38 gols em 58 partidas e conquistou três títulos: a Copa do Rei, Copa da Liga Espanhola e a Supercopa da Espanha. Infelizmente, não foi só pela bola dentro de campo os troféus que fizeram a passagem do camisa 10 chamar a atenção no clube espanhol. Lesões, brigas, festas e o início do envolvimento com drogas prejudicaram as apresentações dentro das quatro linhas.

Em 1984, Maradona deixou a Espanha e seguiu rumo à Itália. O destino? Nápoles. No dia 5 de julho, o camisa 10 foi recebido com muita festa no estádio San Paolo. Cerca de 70 mil pessoas estavam presentes para ver um dos maiores jogadores da história do clube. A passagem do argentino pelo Napoli foi marcante. Mesmo diante de clubes como a Juventus de Michel Platini e do Milan de Van Basten, Gullit e Rijkaard, Maradona conseguiu levar o clube a conquistar os dois únicos Scudettos de sua história, até os dias de hoje (1986/87 e 1989/90). Ainda conquistou a Copa da UEFA, Copa Itália e a Supercopa da Itália. Sua passagem foi interrompida após ser flagrado no exame antidoping e ficar 15 meses suspenso.

A decadência

Os anos seguintes já não foram os mesmos. Envolvido em diversas polêmicas fora de campo, Maradona já não apresentava o mesmo futebol nas quatro linhas. Foi contratado pelo Sevilla no ano de 1992. Contudo, a volta do argentino aos gramados espanhóis foi sem brilho. Disputou apenas 29 jogos e marcou 7 gols. Na temporada seguinte, voltou ao futebol da Argentina. Desta vez, para vestir a camisa do Newell’s Old Boys. Por lá, disputou apenas 5 partidas e sequer balançou as redes. O mal desempenho, o levou de volta à sua casa: o Boca Juniors. A segunda passagem de Maradona pelos Xeneizes durou mais tempo que a primeira, porém nem de longe com o mesmo brilho. Com a camisa 10 nas costas, Diego Maradona disputou 31 jogos e marcou apenas 7 gols. Por lá, ficou até o ano de 1997, quando se despediu dos gramados.

Seleção Argentina

Diego tinha apenas 16 anos, quando foi convocado pela primeira vez para a Seleção Argentina. Sua primeira partida foi em um amistoso disputado contra a Hungria. Vitória pelo placar de 5 a 1. Inteligente e habilidoso, Maradona foi, naquele mesmo ano, cogitado para compor o elenco que disputaria a Copa do Mundo de 1978. Porém, acabou sendo cortado. Quatro anos mais tarde, em 1982, disputou a primeira Copa do Mundo com a Argentina. Porém, o final do torneio não foi como ele queria: acabou expulso na eliminação dos argentinos para o Brasil, composto Zico, Falcão e Sócrates.

Em 1986, a redenção. No México, Maradona comandou a Argentina bicampeonato com atuações inesquecíveis. Contra a Inglaterra, nas quartas de final, fez dois gols que marcaram a história das Copas do Mundo. O primeiro, ficou conhecido como a “La mano de Dios” (A mão de Deus, em português). Isso porque o craque usou a mão para desviar a bola levemente ao gol, que acabou sendo validado pela arbitragem. No segundo, pela jogada genial, arrancando do meio de campo, deixando cinco marcadores para trás e finalizando com precisão. Ao final do torneio, foi premiado como o melhor jogador.

Sua última disputa de um mundial com a camisa da Seleção Argentina foi longe de ser uma despedida digna de um grande craque. Em 1994, aos 33 anos de idade, Maradona acabou pego no exame antidoping durante o torneio e precisou deixar a competição mais cedo.

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