Deputados trocam agressões após votação sobre sigilo de filho de Lula

Presidente da comissão manteve resultado apesar dos protestos

Foto: Agência Brasil

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26/02/2026 15:51

A CPMI do INSS aprovou nesta quinta-feira (26) a quebra de sigilo bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como “Lulinha”, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A decisão provocou confusão no plenário, com empurra-empurra e troca de agressões entre parlamentares.

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Durante o tumulto, o deputado Rogério Correa admitiu ter atingido Luiz Lima com um soco enquanto era empurrado. Em seguida, pediu desculpas. Também estiveram envolvidos na confusão o relator da comissão, Alfredo Gaspar, e o deputado Evair de Melo. A sessão foi suspensa e retomada minutos depois.

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Pedido de anulação

O deputado Paulo Pimenta solicitou a anulação da votação, alegando erro na contagem e possível fraude no resultado. O pedido foi rejeitado pelo presidente da CPMI, senador Carlos Viana, que afirmou que a contagem foi realizada duas vezes e que o resultado está mantido.

Governistas também recorreram ao presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre, para pedir a anulação formal da votação. Eles argumentam que o filho do presidente não é investigado.

Como foi a votação

A votação ocorreu de forma simbólica, por contraste visual. Nesse modelo, parlamentares favoráveis permanecem sentados e os contrários se levantam. O presidente da comissão contabilizou sete votos contrários à rejeição do requerimento, desconsiderando suplentes, e declarou a aprovação da quebra de sigilo.

Outras medidas aprovadas

Além da decisão envolvendo Lulinha, a comissão aprovou:

Contexto da investigação

O nome de Lulinha passou a ser citado após a Polícia Federal apreender mensagens trocadas entre Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, e a empresária Roberta Luchsinger, amiga do filho do presidente.

Segundo o relator Alfredo Gaspar, há suspeita de que Fábio Luís Lula da Silva possa ter atuado como “sócio oculto” de Antônio Camilo. Roberta nega irregularidades. As investigações seguem em andamento.

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