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Depois de trabalharem no combate às facções, PMs são “punidos” com transferência
Chamados para uma suposta operação, dezenas de PMs são surpreendidos com as remoções
Dezenas de militares foram transferidos sem nenhuma explicação oficial. O clima foi de revolta na manhã de ontem no Quartel do CPC

Convocados de seus quartéis na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF) para participarem de uma suposta operação, dezenas de policiais militares foram surpreendidos na manhã desta segunda-feira (14) com a notícia de que seriam transferidos para outras unidades da Corporação. O fato gerou uma insatisfação na tropa. O clima de revolta se estendeu pelas redes sociais e repercutem na instituição.

O episódio aconteceu no Quartel do 5º BPM (José Bonifácio), onde funcionam várias unidades de comando da PM, entre eles, o de Policiamento da Capital (CPC). Mas logo, a notícia se espalhou na tropa e alimentou as expectativas de grande parte do contingente insatisfeito com a questão salarial na Corporação.

Nas redes sociais, um PM disse que ao pedir explicações a um oficial sobre a razão das transferências, recebeu a seguinte resposta: “Se você está aqui (para ser transferido) é porque não tem nenhuma importância no seu quartel”.

Ainda nos comentários pelos aplicativos e grupos no WhatsApp, militares dispararam suas expressões de indignação. “Agora não somos importantes? E quando nos chamaram para ficarmos fora de casa durante um mês nas operações contra os atentados, éramos sem importância também?

Represália

Entre os militares transferidos estão dois policiais que eram destacados no moto-patrulhamento do 20º BPM (Cristo Redentor) e, durante a recente  temporada de ataques criminosos, em setembro, prenderam um dos responsáveis pelo atentado com bomba caseira contra o prédio onde funciona o Juizado Especial Cível e Criminal do bairro Vila Velha, na zona oeste de Fortaleza. 

A razão da transferência teria  sido eles terem abordado um criminoso que usa tornozeleira eletrônica e que seria irmão de uma policial militar feminina que trabalha no comando do batalhão. A medida seria uma represália e os dois foram transferidos, sendo um para Caucaia e outro para Horizonte.

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