Defesa diz que morte de Helena foi “fatalidade” e atribui caso a esmagamento durante o sono
Não houve intenção de matar nem qualquer prática de violência sexual

(Foto: Reprodução)
17/07/2026 10:00
A defesa de Francisco Ray Rodrigues Magalhães, de 22 anos, preso por suspeita de envolvimento na morte da bebê Helena, de apenas 10 meses, apresentou uma nova versão para o caso que chocou o Ceará. Em entrevista concedida ao radialista Tony Sales, a advogada Gleicy Kelly Leitão afirmou que a morte da criança teria sido uma "fatalidade", provocada por esmagamento após o investigado supostamente adormecer sobre a vítima.
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De acordo com a advogada, a linha de defesa será baseada na tese de que não houve intenção de matar nem qualquer prática de violência sexual. Segundo ela, os sinais de sangramento observados no corpo da criança podem ser compatíveis com o esmagamento descrito e não, necessariamente, com abuso sexual, hipótese que também é investigada pela Polícia Civil.
Francisco Ray mantinha um relacionamento com a mãe da bebê e estava no apartamento, no bairro Dionísio Torres, em Fortaleza, na madrugada da última segunda-feira (13), quando o caso aconteceu. No imóvel também estava o primo dele, Roberto Levy Oliveira Magalhães, de 26 anos. Helena chegou a ser socorrida e levada a uma unidade de saúde, mas morreu em decorrência dos ferimentos.
A investigação conduzida pela Polícia Civil apura, além das circunstâncias da morte, a suspeita de que a criança tenha sido vítima de violência sexual. Os dois investigados tiveram a prisão preventiva decretada e permanecem à disposição da Justiça.
Ao apresentar a versão da defesa, Gleicy Kelly Leitão afirmou que Francisco Ray nega as acusações e que a estratégia jurídica será fundamentada nos laudos periciais e nas demais provas que ainda estão sendo produzidas. Segundo a advogada, somente a conclusão das perícias permitirá esclarecer, de forma definitiva, a causa da morte e a origem das lesões encontradas na bebê.
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Até o momento, a Polícia Civil não divulgou o resultado dos exames periciais. As investigações seguem em andamento para determinar a dinâmica dos fatos e verificar se houve ou não a prática dos crimes investigados. A expectativa da defesa é que o laudo necroscópico seja disponibilizado nas próximas horas.