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Defesa de prefeito monstro usa mesma estratégia de João de Deus para prisão domiciliar
Defesa alega que médico sofre de cardiopatia, doença na próstata e síndrome do pânico

A defesa do médico e prefeito afastado de Uruburetama, José Hilson de Paiva, usou a mesma estratégia dos advogados do médium João de Deus, também envolvido em escândalos de abuso sexual, ao pedir prisão domiciliar. A solicitação foi apresentada em audiência de custódia, neste sábado (20), tendo como base problemas de saúde.

Alegou-se que Hilson sofre de cardiopatia, doença na próstata e síndrome do pânico. Com isso, o Ministério Público solicitou laudos que confirmem as doenças. O prefeito afastado deve passar por perícia.

Questiona-se, entretanto, a veracidade das alegações da defesa como apenas uma estratégia para livrar Hilson de Paiva da prisão. Pois, se ele está tão debilitado assim, por que não renuncia a Prefeitura de Uruburetama? O advogado Leandro Vasques apresenta os crimes das décadas de 80/90 como prescritos. Por outro lado, os crimes atuais devem ser relevados, pois, ele está doente.

Hilson Paiva, contudo, mostrou-se em plena saúde para abusar de mulheres. Uma monstruosidade. O Poder Judiciário tem de mantê-lo longe da sociedade, atrás das grades.

João de Deus

O médium João de Deus é acusado de abusar sexualmente de dezenas de mulheres durante atendimentos espirituais e, assim como Hilson Paiva, nega os crimes. O líder espirital está preso desde o começo do ano e chegou a ficar internado em um hospital tratando um aneurisma no abdômen.

Nota do TJCE

Em audiência de custódia realizada hoje, 20/07/2019, na comarca de Itarema, que responde neste plantão judiciário pela comarca de Cruz, a defesa do médico e prefeito afastado de Uruburetama, José Hilson de Paiva, solicitou de forma oral, a conversão da prisão provisória em prisão domiciliar, alegando que o acusado sofre de cardiopatia, doença na próstata e síndrome do pânico.

Por não apresentar laudos atestando essas enfermidades, o Ministério Público solicitou que a defesa apresente a documentação, num prazo de 15 dias, junto à Vara de Cruz, de onde foi expedido o primeiro mandado de prisão preventiva contra o médico e prefeito afastado.

Após a apresentação da documentação, a Justiça deve ouvir o Ministério Público e provavelmente requisitar perícia médica para então apreciar a solicitação de prisão domiciliar.

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