CV usava drones para levar encomendas de até R$ 30 mil a presídios no CE
Entre os operadores dos drones, havia pessoas contratadas apenas para essa função

(Foto: reprodução/SAP)
09/09/2026 15:02
A investigação da Polícia Civil do Ceará (PCCE), no âmbito da Operação Área Restrita, aponta que integrantes do Comando Vermelho (CV) usavam drones para levar encomendas ilícitas a presídios cearenses. Os pacotes continham celulares, relógios inteligentes e pequenas quantidades de droga e eram vendidos por valores entre R$ 20 mil e R$ 30 mil. As informações foram apresentadas em coletiva na Delegacia de Narcóticos (Denarc).
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Por meio de coletiva, o delegado Paulo Renato afirmou que ao menos dois drones usados no esquema foram apreendidos. Os equipamentos tinham as luzes de LED cobertas com fita isolante para dificultar a identificação pela vigilância.
A investigação começou após a prisão em flagrante de uma pessoa ligada ao grupo, em abril de 2025, ao tentar transportar droga para uma unidade prisional.
"A investigação aponta que houve todo um aparato financeiro com relação a essa célula da organização criminosa que estamos falando, a fim de colocar no interior do sistema penitenciário aparelhos eletrônicos e entorpecentes", informou o delegado.
A Polícia Civil apurou que as negociações ocorriam entre presos e pessoas fora da unidade. O comprador não necessariamente integrava o CV. "A maneira como ele seria colocado, quando seria e em que presídio, variava bastante", disse.
Não houve contratação do serviço para a Unidade Prisional de Segurança Máxima (UP-Máxima). O caso investigado se concentra em uma única penitenciária do complexo de Itaitinga, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF).
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Entre os operadores dos drones, havia pessoas contratadas apenas para essa função e integrantes da facção que passaram por treinamento informal para pilotar os equipamentos.