CV mandava matar e cobrava taxa de comerciantes por WhatsApp, aponta investigação da PCCE

As ordens foram emitidas no período em que os investigados estavam em liberdade

CV mandava matar e cobrava taxa de comerciantes por WhatsApp, aponta investigação da PCCE

(Foto: reprodução/WhatsApp)

17/09/2026 17:52

A investigação da Polícia Civil do Ceará (PCCE), no âmbito da Operação Impacto X, deflagrada nesta quinta-feira (17), aponta que integrantes do Comando Vermelho (CV) usavam grupos em aplicativos de mensagens para ordenar homicídios, articular o tráfico de drogas e determinar a cobrança de taxas contra comerciantes e moradores. As ordens analisadas no inquérito, segundo a polícia, foram emitidas no período em que os investigados ainda estavam em liberdade.

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Segundo a Polícia Civil, o conteúdo foi obtido a partir da extração autorizada de dados de equipamentos apreendidos em dezembro de 2024, quando uma liderança do CV foi presa. A partir desse material, a Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) mapeou a rede ligada ao investigado.

Maior operação do ano

Com base nessa apuração, a PCCE deflagrou a Operação Impacto X. Foram cumpridos 100 mandados de prisão - 61 contra pessoas já presas e 39 contra alvos que estavam soltos - e 112 mandados de busca e apreensão em 14 municípios cearenses e em unidades prisionais no Piauí e em Santa Catarina.

A Justiça também autorizou o bloqueio de R$ 73,5 milhões das contas dos investigados. A medida faz parte da frente de asfixia financeira do grupo.

A maioria dos alvos tem antecedentes por homicídio, extorsão, ameaça e crimes contra o patrimônio. Para a polícia, cumprir mandados contra quem já está preso serve para manter essas pessoas por mais tempo no sistema à disposição da Justiça.

Na ofensiva desta quinta, foram apreendidos entre 30 e 40 celulares, veículos e porções de drogas. Em Fortaleza, dois investigados foram presos em flagrante por tráfico após a localização de cocaína e crack.

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A operação foi coordenada pelo Departamento de Repressão ao Crime Organizado (DRCO) e pela Draco e mobilizou cerca de 350 policiais.

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