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Crime esclarecido: três mulheres participaram do assassinato do sanfoneiro
As três jovens agiram junto com um homem no assalto que terminou na morte do músico
"Angel", "Mafiosa" e "Loirinha" estão presas no DHPP e confessaram o crime

Caso elucidado e todos os quatro suspeitos de participarem do latrocínio que vitimou o músico Francisco Lucas Pereira de Souza (22), na última segunda-feira (5), em um estabelecimento comercial, no bairro Jangurussu. Esse é o resultado alcançado pela Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE), em pouco mais de 48 horas, na busca ininterrupta pelos autores do crime.

Um homem e duas mulheres foram presos, entre a noite dessa quarta-feira (8) e a madrugada de hoje (9), em Fortaleza. Em menos de 24 horas após o crime, uma mulher de 18 anos também havia sido presa e autuada em flagrante pelo crime. O trabalho dos policiais civis do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e do 30° Distrito Policial foi apresentado em coletiva de imprensa, nesta manhã de quinta-feira (8), no auditório do DHPP, no bairro de Fátima, em Fortaleza.

Atuando em diversas frentes e de forma ininterrupta, equipes do DHPP, conduzidas pela delegada titular da 3ª Delegacia do Departamento, Anna Cláudia Nery, além de policiais civis do 30º Distrito Policial, se empenharam para identificar e capturar todos os envolvidos na ação criminosa. “A elucidação desse crime só foi possível graças ao trabalho em conjunto dos policiais civis do DHPP, do 30º DP e do setor de inteligência. Demos uma resposta rápida. Só quem ganha é a sociedade. Estamos muito felizes em colocar essas pessoas no local em que eles deveriam ficar, ou seja, segregadas da sociedade”, frisou a delegada Anna Cláudia Nery.

Capturados

As investigações resultaram na localização e prisão dos quatro suspeitos, identificado por Marcelo Araújo Dutra,20, conhecido por “Black” e com antecedentes criminais por roubo e associação criminosa; Barbara Henrique Rocha, 22,, a “Loirinha”, com passagem por tráfico de drogas; Larissa Hellen Cordeiro da Silva, 20, conhecido por “Angel” e com passagem por tráfico de drogas; e Cristielen da Cunha Alves (18), sem antecedentes criminais e conhecida por “Mafiosa”. Esta última foi presa poucas horas após o crime.

O trio que estava foragido desde o crime foi capturado entre a noite da quarta-feira (8) e a madrugada de hoje (9). O primeiro deles foi “Black”, que estava com um ferimento nas costas em decorrência de uma facada que levou no dia do crime. As equipes policiais localizaram o suspeito em um endereço do bairro Canindezinho, na Área Integrada de Segurança 9 (AIS 9). Ele não resistiu à prisão. Em seguida, os policiais civis capturaram “Loirinha” e “Angel”, no município de Paraipaba (AIS 11). Ambas confessaram participação no latrocínio.

Os últimos três presos do caso foram levados para a sede do DHPP, em Fortaleza, onde foram ouvidos e autuados em flagrante, com base na Lei das Organizações Criminosas, por integrarem grupo criminoso. Com o caso elucidado e a prisão de todos os envolvidos, a Polícia Civil vai finalizar o inquérito policial solicitando o indiciamento dos quatro suspeitos nos crimes de latrocínio (roubo seguido de morte) e por integrarem organização criminosa.

Poucas horas após o crime, na residência de Cristielen, os policiais civis localizaram o documento de um das vítimas e outros pertences roubados. Além disso, a pia do banheiro do imóvel estava suja de sangue, o que leva a crer que “Black”, ferido na ação, passou pelo apartamento com o objetivo de estancar o sangramento, de acordo com os levantamentos das equipes policiais. A informação foi comprovada por “Mafiosa” em depoimento. Em um outro endereço, desta vez na Região Metropolitana de Fortaleza, os agentes encontraram roupas sujas de sangue e mais pertences das vítimas.

Ao prestar depoimento aos policiais, “Mafiosa” confessou ter participado do crime e revelou ainda que foi ao estabelecimento fingindo ser cliente junto com uma amiga. Ela e a amiga consumiam cerveja no local, mas a intenção delas era repassar informações sobre a movimentação do estabelecimento, enquanto outros dois suspeitos se preparavam para realizar o crime. 

Marcelo Araújo Dutra, o “Black”, foi quem atirou contra a vítima na hora do assalto

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