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Covid-19 já afastou mais de 2 mil agentes da Segurança Pública e matou 30 no Ceará
Instituições tentam conter o contágio entre seus servidores com medidas preventivas
Mesmo em tempos de isolamento social, policiais precisam se manter em serviço nas ruas
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Cerca de dois mil  agentes da Segurança Pública do Ceará, incluindo policiais civis e militares, peritos criminais, médicos legistas e bombeiros militares, estão afastados das atividades por terem contraído o Covid-19 ou apresentado sintomas da doença. Já o número de mortos ultrapassa a marca de 30 casos.

Somente na Polícia Militar, cerca de 10 por cento do efetivo (de um total de 20.100 homens) está  fora do trabalho por ter apresentado sintomas da enfermidade ou já ter sido testado positivamente. A ordem estabelecida pelo Comando-Geral da Corporação é o afastamento preventivo ao menor sinal dos sintomas da enfermidade ou doenças correlatas.

Na Perícia Forense do Estado do Ceará, são mais de 20 profissionais que estão afastados dos serviços prestados pelo órgão ao público. Nesta situação estão médicos legistas, auxiliares de perícia, peritos criminais, auxiliares e  pessoal de laboratórios.  Um perito aposentado  faleceu de Covid-19 no último fim de semana.

De acordo com representantes de entidades que congregam policiais militares do Ceará, somente entre o começo de abril e a metade do mês de maio, ao menos, 16 PM morreram após terem sido acometidos de infecção pelo Covid-19.

Na Polícia Civil são contabilizadas várias mortes de profissionais da instituição, incluindo dois delegados de carreira. Escrivães e inspetores com sintomas da doença também estão sendo retirados do trabalho nas delegacias, departamentos e divisões da instituição.

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