Coordenadora econômica de Flávio defende pagamento de Bolsa Família só por 2 anos
A declaração foi dada em entrevista à CBN Bahia

(Foto: reprodução/Instagram)
19/10/2026 18:26
A coordenadora econômica da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), Daniella Marques, defendeu a criação de uma regra de transição de dois anos no Bolsa Família. Pela proposta, o beneficiário que conseguir um emprego com carteira assinada ou abrir um negócio poderia buscar renda fora do programa por dois anos sem perder a proteção. Se não conseguir se manter, teria retorno automático ao Bolsa Família. A declaração foi dada em entrevista à CBN Bahia.
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Segundo Daniella Marques, o objetivo é evitar que famílias fiquem presas de forma permanente ao benefício. "As pessoas não podem ficar presas para sempre no Bolsa Família, aquilo é uma proteção mas é o início de uma jornada e todo mundo merece sonhar com mais oportunidade, mais dignidade", afirmou.
Ela disse que a Caixa e o Banco do Nordeste (BNB) seriam as bases de apoio para crédito ao pequeno empreendedor. "A Caixa vai ser o grande braço de apoio para isso, assim como o Banco do Nordeste, para ser o banco do pequeno empreendedor, para oferecer crédito", declarou.
A coordenadora afirmou ainda que um eventual governo Flávio Bolsonaro lançaria um plano emergencial para reestruturar dívidas de famílias e empresas. Segundo ela, o endividamento foi agravado por medidas que chamou de eleitoreiras e "desesperadas" do presidente Lula às vésperas das eleições.
O plano prevê carência de seis meses para famílias e de 12 meses para micro e pequenas empresas. "Esse plano emergencial vai permitir que famílias tenham carência de seis meses para reestruturar suas dívidas, assim como as micro e pequenas empresas terão carência de 12 meses para recompor a capacidade de pagamento", disse.
Daniella Marques afirmou que não há previsão de corte em programas sociais e aposentadorias. Ela disse que a campanha vai combater o que chamou de "campanha criminosa de fake news" sobre o tema e afirmou: "Não iremos [cortar programas sociais]. Nós iremos cortar os privilégios em Brasília, férias de 60 dias, supersalários, viagens e outros privilégios, desperdícios da máquina pública e fechar o buraco das estatais".
De acordo com a coordenadora, o plano econômico tem como pilar o ajuste das contas públicas para controlar a dívida e permitir a queda dos juros reais, que segundo ela contribuem para o endividamento.
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Ela disse ainda que o "tesouraço" prometido por Flávio Bolsonaro seria em impostos e burocracia. "O Brasil é um inferno para abrir um negócio", afirmou.
Ouça o áudio: