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Ciro considera injusta punição para extremistas do 8 de Janeiro

Entrevista foi concedida pelo pré-candidato ao Abolição à revista Veja desta semana

Ciro Gomes

Ciro Gomes

19/06/2026 12:08

O pré-candidato ao Governo do Ceará pelo PSDB, Ciro Gomes, é o entrevistado das Páginas Amarelas da revista Veja desta semana, que saiu nesta sexta-feira (19). Ele não poupou ataques ao presidente Lula (PT) e ao ex-presidente Bolsonaro (PL). "Tirando a estética, os dois são rigorosamente iguais: câmbio flutuante, superávit primário, meta de inflação, autonomia selvagem do Banco Central, política de paridade de preço internacional da Petrobras, reforma da Previdência, privatização fraudulenta".

Ele também garantiu que não vê contradição em não estar aliado ao PL no âmbito nacional, mas receber apoio do partido no Ceará. "A nossa desavença nacional com o PL é insuperável. Apoiar Flávio Bolsonaro não está em discussão. Se estivesse, nós não tínhamos nem sentado para conversar sobre a aliança regional. A questão básica é se é possível que a gente, com as nossas divergências nacionais, se acerte para um projeto de emancipar o Ceará da tragédia que o PT hoje representa em segurança pública, desenvolvimento, saúde. Aparentemente, está sendo viável".

Questionado, Ciro considerou as penas para os extremistas do 8 de janeiro injustas. "Golpe de Estado é um crime muito peculiar. Só é punível na versão tentativa, porque, por definição, se ele funciona, se o golpe acontece, ele é que conta a história. Então a tentativa, o plano, a ideia, as conversas, aquilo é em si mesmo a consumação do crime de tentativa de golpe. Entretanto, as penas das pessoas que participaram do 8 de Janeiro… Aquilo para mim foi uma imensa arruaça. Punível. Mas golpe? Não, de forma nenhuma. Nunca foi assim que se faz golpe de Estado. As penas foram absolutamente exageradas".

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