Celular roubado em Fortaleza expôs rede de R$ 70 mi e levou à prisão de chefe do CV
O celular roubado em Fortaleza era usado para tratar das atividades criminosas

(Foto: reprodução/PCAL)
28/09/2026 10:32
A prisão de Laércio Isidoro do Nascimento Júnior, conhecido como "Boss" ou "Gordão", apontado como um dos principais fornecedores de drogas do Comando Vermelho (CV), começou com o roubo do celular dele em um cruzamento de Fortaleza. Ele foi preso no dia 22, em Maceió, durante a Operação Ícarus, da Polícia Civil (PCAL) e do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ). A operação cumpriu mandados em quatro estados e prendeu seis pessoas.
Siga o canal do CN7 no WhatsApp
Segundo investigação revelada pelo Fantástico deste domingo (27), Laércio usava aparelhos diferentes para separar a vida pessoal dos negócios e tentar esconder a identidade. O celular roubado em Fortaleza era justamente o usado para tratar das atividades criminosas.
Para tentar recuperar o aparelho, ele passou a usar o celular pessoal. De acordo com a investigação, era o único que mantinha arquivos salvos na nuvem. Pelo número pessoal, ele pediu ajuda a traficantes no Ceará, continuou tratando de encomendas de drogas e deixou rastros.
Com autorização da Justiça, a polícia obteve dados das linhas telefônicas e das contas na nuvem de Laércio. Em um áudio, ele demonstrou preocupação porque o número do motorista de um carregamento de drogas estava no aparelho roubado. A polícia não informou se o celular foi recuperado.
A investigação aponta que nos últimos cinco anos o Comando Vermelho passou a exercer domínio entre as facções presentes em comunidades de Fortaleza. Segundo o apurado, a venda de drogas em vários bairros da capital é controlada por traficantes que estão no Rio de Janeiro.
Laércio foi localizado em um prédio de luxo em Maceió. No apartamento, os policiais encontraram uma mala com cerca de R$ 100 mil, além de roupas e acessórios de luxo, como relógios.
Siga o canal do CN7 no Telegram
O esquema comandado por ele teria movimentado cerca de R$ 70 milhões, segundo o MPRJ. Ele responde por associação para o tráfico, lavagem de dinheiro e integrar organização criminosa.
Confira reportagem do Fantástico: