Catedral Metropolitana de Fortaleza é alvo de vandalismo na madrugada

Janela foi quebrada e peças em prata separadas para furto

(Foto: Divulgação)

(Foto: Divulgação)

03/03/2026 9:47

Uma sequência de crimes contra templos católicos acende um alerta em Fortaleza e provoca apreensão entre fiéis e lideranças religiosas. A ação mais recente ocorreu na madrugada desta terça-feira (3), por volta das 1h30, quando a própria Catedral Metropolitana de Fortaleza foi invadida. Apesar de não haver registro de objetos levados, os danos foram expressivos. Um vitral de valor histórico foi destruído, a sacristia ficou completamente revirada e peças de prata foram encontradas separadas, prontas para serem retiradas do local.

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Esse não foi um caso isolado, em pouco mais de um mês, igrejas tradicionais da capital cearense foram alvo de furtos, invasões e atos de vandalismo, atingindo não apenas espaços de culto, mas também patrimônios históricos da cidade. Na metade de janeiro, a Capela de São Pedro, ligada à Catedral Metropolitana de Fortaleza, teve os condensadores dos aparelhos de ar-condicionado levados. O prejuízo material comprometeu o funcionamento do espaço e exigiu medidas emergenciais para garantir a realização das celebrações.

Já no dia 26 de fevereiro, a Igreja de São Bernardo, vinculada à Paróquia Nossa Senhora do Carmo, foi alvo de furto. Criminosos retiraram os sinos do templo, peças que, além do valor financeiro, carregam significado simbólico para a comunidade. O desaparecimento dos sinos causou indignação entre moradores da área e frequentadores da igreja.

Outro caso envolveu a Igreja do Rosário, reconhecida como patrimônio histórico. O templo também teria sido invadido recentemente, embora os detalhes do ocorrido ainda não tenham sido oficialmente divulgados à imprensa. O episódio aumentou a preocupação por envolver um dos marcos arquitetônicos e culturais mais antigos da capital.

A sucessão de ataques reforça a sensação de insegurança que já atinge a população de Fortaleza e que agora alcança de maneira direta instituições religiosas, vistas como símbolos de fé, acolhimento e tradição. Além do prejuízo financeiro, os crimes deixam marcas emocionais nas comunidades paroquiais, que se mobilizam para reforçar a segurança e preservar seus espaços.

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Diante do cenário, cresce a expectativa por respostas das autoridades e por medidas que ampliem a proteção do patrimônio histórico e religioso da capital cearense.

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