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Capitão Wagner denuncia fraudes em gastos de R$ 3 bilhões pagos pelo Governo a ISGH
Deputado Capitao Wagner critica retomada de investimentos no Acquario Ceará. Foto: Máximo Moura
Por : Redação CN7
24/10/17 14:48

O deputado Capitão Wagner (PR) denunciou, nesta terça-feira (24), na Assembleia Legislativa, fraudes no pagamento de R$ 3 bilhões do Governo do Ceará ao Instituto de Saúde e Gestão Hospitalar (ISGH), que gerencia o sistema de saúde no Estado desde 2008. As acusações do parlamentar tem por base a Operação Medicar, deflagrada pelo Ministério Público do Ceará (MPCE) e pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE), que identificou uma série de crimes e irregularidades na aquisição de medicamentos e material pela Secretaria da Saúde (Sesa).

Capitão Wagner afirma que as investigações na operação apontam para o consentimento de servidores da Sesa, hoje sob o comando do secretário Henrique Javi, nas fraudes que vêm sendo realizadas entre 2015 e 2017. Duas pessoas já foram presas na operação, sendo uma delas servidora da Secretaria. “Essas duas pessoas presas têm relação com o Instituto de Saúde e Gestão Hospitalar (ISGH), que gerencia o sistema de saúde do Estado e que de 2008 para cá recebeu dos cofres públicos quase R$ 3 bilhões”.

Operação Medicar

A Operação Medicar identificou diversos crimes e irregularidades nas aquisições realizadas pela Sesa de 2015 a 2017, como a troca de materiais, pagamento de fornecedores antes da entrega das mercadorias, recebimento de materiais sem registro nos órgãos de vigilância sanitária e superfaturamento de preços. “Se os crimes identificados forem confirmados, poderemos ter o maior escândalo de desvio de recursos públicos da história do Ceará, por conta de uma relação promíscua entre a Sesa e o ISGH“.

Cobrando explicações

Capitão Wagner, com o apoio do deputado Leonardo Araújo (PMDB), ainda cobrou que o Governo do Estado “abra a caixa-preta do ISGH” para esclarecer as irregularidades investigadas na relação entre Sesa e o Instituto. O parlamentar ainda defendeu a convocação do secretário Henrique Javi para dar explicações sobre o caso.

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